Passe Ferroviário Verde chega aos urbanos de Lisboa e Porto e pode poupar até 480 euros por ano

O Passe Ferroviário Verde vai chegar, na terceira semana de setembro, aos serviços urbanos da CP de Lisboa e do Porto. A medida permite que alguns passageiros substituam os passes intermodais por um título ferroviário de 20 euros mensais. Para quem utiliza exclusivamente o comboio, a poupança pode chegar aos 480 euros por ano.

Passe Ferroviário Verde chega aos urbanos de Lisboa e Porto e pode poupar até 480 euros por ano
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O Passe Ferroviário Verde (PFV) vai passar a ter uma abrangência maior a partir da terceira semana de setembro, com a entrada em funcionamento nos serviços urbanos da CP de Lisboa e do Porto. A medida será implementada no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, que decorre entre 16 e 22 de setembro, e deverá posteriormente ser alargada à Linha da Fertagus.

A principal novidade é simples: quem utiliza exclusivamente o comboio nas deslocações poderá passar a viajar nos serviços urbanos de Lisboa e do Porto pagando 20 euros por mês pelo Passe Ferroviário Verde.

A alteração pode representar uma redução significativa da despesa mensal para alguns passageiros, sobretudo para quem atualmente acumula títulos de transporte para conseguir fazer as suas deslocações.

Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, os passageiros que utilizem apenas o comboio poderão, assim, optar pelo PFV em vez dos passes intermodais Navegante e Andante. Segundo a informação divulgada, esta possibilidade poderá reduzir para metade o custo mensal do transporte ferroviário em alguns casos.

A poupança é ainda mais expressiva para quem reside fora da Área Metropolitana do Porto e se desloca diariamente para a cidade utilizando o comboio.

É o caso de um passageiro residente em Famalicão e que trabalha na Baixa do Porto, junto à estação de São Bento. Atualmente, para assegurar as deslocações, paga 40 euros pelo Andante e mais 20 euros pelo Passe Ferroviário Verde, num total de 60 euros por mês.

Com o novo modelo, poderá ficar apenas com o PFV, por 20 euros mensais. A diferença traduz-se numa poupança de 40 euros por mês, ou 480 euros por ano.

E há outra vantagem: com o mesmo título, poderá realizar viagens de lazer ao fim de semana, incluindo deslocações até Aveiro, de acordo com a informação divulgada.

Em Lisboa, o impacto também poderá ser relevante. Um passageiro que viva em Monte Abraão, em Sintra, e trabalhe em Entrecampos, por exemplo, tem atualmente como alternativas um passe Navegante de 40 euros ou um passe da CP de 32,35 euros.

Com o alargamento do Passe Ferroviário Verde aos serviços urbanos, poderá optar pelo título de 20 euros mensais, desde que utilize apenas o comboio na sua deslocação.

A medida insere-se numa estratégia de simplificação tarifária e de redução do número de títulos monomodais utilizados pelos passageiros. Na prática, pretende tornar mais simples e barato o acesso ao transporte ferroviário para quem não necessita de utilizar outros meios de transporte na sua deslocação habitual.

O impacto financeiro estimado para esta alteração é de cerca de 1,5 milhões de euros por ano.

A expansão do Passe Ferroviário Verde representa, assim, uma mudança relevante na forma como os passageiros podem combinar — ou deixar de combinar — diferentes títulos de transporte. Para quem viaja exclusivamente de comboio, a possibilidade de concentrar a despesa num único passe de 20 euros poderá significar uma redução considerável dos custos anuais de deslocação.

A medida deverá entrar em vigor em setembro, coincidindo com a Semana Europeia da Mobilidade, e será posteriormente estendida à Fertagus, aumentando ainda mais a cobertura ferroviária abrangida pelo Passe Ferroviário Verde.

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