Parvalorem propõe rescisões aos trabalhadores

MAIS, SBN e SBC aconselham os sócios a não assinarem qualquer documento sem antes consultarem os serviços jurídicos do respetivo sindicato.

Parvalorem propõe rescisões aos trabalhadores
Parpública ministério das Finanças

Os três Sindicatos dos Bancários da UGT reuniram esta quarta-feira com a administração da Parvalorem e da Imofundos para debater a situação dos trabalhadores das duas empresas públicas.  A Parvalorem vai ser alvo de liquidação e encerramento até 2027, pelo que até essa data terá de revogar o vínculo laboral com os seus trabalhadores.

“Nesse sentido, foi declarada empresa em reestruturação, com o propósito de lançar um programa para a celebração de acordos de rescisão com os trabalhadores, no triénio 2025/2027, que permita o acesso ao subsídio de desemprego. Assim, nos próximos três anos, em paralelo à redução de ativos sob gestão, a empresa irá promover uma reestruturação e redução anual do quadro de trabalhadores através do programa de rescisões, que contemplará acordos e a promoção de empregabilidade, maximização das indemnizações, manutenção das condições dos créditos concedidos e um seguro de saúde”, refere fonte dos sindicatos envolvidos em comunicado.

Face às questões colocadas pelos sindicatos, a administração adiantou que a data de saída é escolhida pelos trabalhadores até final de outubro deste ano. MAIS, SBN e SBC defenderam a manutenção das condições de adesão caso a empresa venha a considerar a necessidade de manter os trabalhadores até ao final.

A minuta de acordo de revogação do contrato de trabalho enviada a todos os trabalhadores é genérica, sendo posteriormente adaptada a cada caso, atendendo às especificidades de cada trabalhador, nomeadamente quanto à antiguidade.

“Isto quer dizer que o teor dos acordos vai variar de trabalhador para trabalhador, pelo que os Sindicatos alertam os sócios para a importância de solicitarem aos respetivos serviços jurídicos a análise do documento antes de o assinarem”. MAIS, SBN e SBC “recordam ainda que todas as condições de trabalho atualmente em vigor mantêm-se integralmente até à saída do trabalhador da empresa.

Relativamente à Imofundos, a administração informou os sindicatos de que ainda não há uma solução para a empresa, cuja decisão está dependente da tutela (o Ministério das Finanças) – o que foi transmitido aos trabalhadores. “Os Sindicatos não deixarão de acompanhar a situação e, nesse sentido, solicitaram já uma reunião ao Ministério das Finanças”.

MAIS, SBN e SBC aproveitaram a reunião para colocar a questão da revisão salarial nas duas empresas, pois até ao momento os trabalhadores ainda não tiveram aumentos.   A administração adiantou que a tutela autorizou para 2025 um aumento da tabela salarial de 2,15% para a Parvalorem e a Imofundos, com efeitos retroativos a janeiro. Esta atualização implica um aumento da massa salarial de 1,6%.

Em relação aos automatismos previstos no Acordo de Empresa, os prémios de antiguidade a pagar em 2025 representam 1,16% da massa salarial, enquanto as diuturnidades e promoções, por antiguidade e por mérito, representam 0,89% da massa salarial. No total, em 2025 o aumento agregado da massa salarial na Parvalorem e Imofundos, é de 3,65%.

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