Parpública entregou ao Governo relatório sobre as manifestações de interesse na privatização da TAP

Depois da primeira fase de pré-qualificação, a segunda é a entrega das propostas não vinculativas, com prazo até 90 dias; a entrega das propostas vinculativas, também com prazo até 90 dias. Cada uma das fases será precedida por uma Resolução do Conselho de Ministros.

Parpública entregou ao Governo relatório sobre as manifestações de interesse na privatização da TAP
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A Parpública já entregou o relatório que descreve os interessados [na privatização de 44,9% da TAP] que submeteram as respetivas declarações de manifestação de interesse e avalia o seu cumprimento dos requisitos de participação, confirmou o Jornal Económico, junto de fonte conhecedora do processo.

Foi entregue na sexta-feira, 12 de dezembro, dentro do prazo fixado pela Resolução do Conselho de Ministros, de 20 dias depois de 22 de setembro, a data limite para serem feitas as manifestações de interesse. A notícia foi avançada pelo “Eco”.

Tal como já é conhecido as manifestações surgiram dos grupos Air France-KLM, IAG e Lufthansa.

Com a entrega do relatório ao Governo, foi desencadeado o prazo de 20 dias para convidar os interessados apresentarem uma proposta não-vinculativa (non-binding).

Depois da primeira fase de pré-qualificação, a segunda é a entrega das propostas não vinculativas, com prazo até 90 dias; a entrega das propostas vinculativas, também com prazo até 90 dias. Cada uma das fases será precedida por uma Resolução do Conselho de Ministros.

O Governo terá de enviar uma carta convite aos candidatos para a apresentarem as propostas vinculativas, que irão dispor de mais 90 dias para apresentar a oferta.

Em Conselho de Ministro será depois escolhida uma ou mais propostas que passam à negociação direta (fase opcional).

Nesta segunda fase, já terão de ser detalhados o preço de aquisição (após uma due dilligence às contas da TAP) e o plano industrial e estratégico para a TAP. Os candidatos vão dispor de 90 dias para entregar a proposta e terá de existir novo relatório da Parpública.

Tal como o Jornal Económico avançou a assessoria financeira está a cargo do Bank of America Europe Designated Activity Company e do Caixa – Banco de Investimento  e assessoria jurídica a cargo da Uría Menéndez Abogados, Sucursal em Portugal.

O Governo já admitiu que espera que a seleção do vencedor aconteça no Verão do próximo ano.

Recorde-se que o Decreto-Lei da privatização da TAP estipula que 5% do capital fica reservado para os trabalhadores, mas se estes não comprarem a totalidade dessa fatia, o restante será comprado pelo investidor estratégico (do setor da aviação) que comprar os 44,9%.

O caderno de encargos define também que o futuro comprador dos 44,9% da TAP não poderá vender as ações por um período de cinco anos (lockup period) contados da data de transferência das ações, uma restrição habitual em processos de privatização.

Caso o comprador queira, ao fim dos cinco anos, vender as ações, terá de dar direito de preferência ao Estado português, que assim poderá recomprar a posição alienada.

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