Organizações sindicais dos docentes cancelam manifestação do dia 13 de novembro

A manifestação dos docentes do dia 13 de novembro foi cancelada pelas organizações sindicais, depois de terem conhecimento que o ministro da Educação antecipou a data da sua ida à comissão parlamentar, para debater o OE2024 na especialidade, no que diz respeito à área da educação.

Organizações sindicais dos docentes cancelam manifestação do dia 13 de novembro
Professores desfilam durante a Marcha Nacional pela Escola Pública, convocada pelo S.TO.P. - Sindicato Todos os Professores, como forma de protesto contra as politicas de educação do Governo, Lisboa, 14 janeiro 2023. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

As organizações sindicais dos docentes cancelaram a manifestação marcada para dia 13 de novembro, após o ministro da Educação ter antecipado para dia 10 de novembro, a sua ia à comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, a propósito da discussão na especialidade do Orçamente Estado (OE2024).

As manifestações têm como objetivo protestar por causa da proposta do OE2024, que na opinião das organizações sindicais “não apontam para a resolução dos problemas vividos na educação, mas apenas para a sua gestão e, por esse motivo, arrastando-os por mais um ano, o que provocará o agravamento de muitos deles”.

As organizações sindicais de docentes aguardam a decisão do Presidente da República sobre a dissolução da Assembleia da República, e sobre a decisão sobre o OE2024. No entanto, as organizações sindicais afirmam que vão estar “atentas às posições que os partidos políticos irão apresentar, seja no âmbito do Orçamento para a Educação (este ou outro que o substitua), seja, em próximas eleições, aos compromissos que assumirão em relação a este importante setor da vida nacional, designadamente no que concerne às condições de funcionamento das escolas e aos seus profissionais”.

Para as organizações sindicais de docentes, a recuperação do tempo de serviço perdido para efeitos de carreira continua a ser a reivindicação de topo, no entanto não esquecem outras questões como a “eliminação de precariedade, regularização dos horários e melhoria das demais condições de trabalho, no inadiável rejuvenescimento da profissão ou na aprovação de um regime justo e adequado de mobilidade por doença”.

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