No próximo dia 3 de dezembro, os Economistas inscritos na Ordem (OE) são chamados a votos para a escolha sobre o seu futuro. Recordo que, em 2023, a OE irá comemorar o seu 25º aniversário, um importante marco que muito deve orgulhar aqueles que estão na sua génese e todos os que mais recentemente se juntaram à sua história, tal como eu.
Julguei útil, através deste artigo de opinião, partilhar a minha visão, num exercício em que me proponho avaliar serenamente o passado recente, os desafios do presente e no fim os motivos para a minha escolha.
O balanço do que foi feito
Durante este seu caminho e olhando mais em pormenor para os últimos dez anos, a OE alargou ou seus colégios de especialidade para além dos iniciais dois: economia política e gestão de empresas para mais quatro colégios: Auditoria, Análise Financeira, Gestão de insolvências e recuperação de empresas e Gestão e consultoria fiscal. Um alargamento que correspondia à vontade de muitos dos seus membros por maior adequação às funções que exerciam.
Realizou ainda diversos eventos, parcerias e estudos publicados, dos quais destaco o barómetro de fiscalidade e conjuntura macroeconómica portuguesa. Isto para além do importante contributo de promotor da “missão Crescimento”, hoje associação, cujo objeto é o lançamento de iniciativas que visem a identificação de ações e medidas concretas para a promoção do crescimento da economia portuguesa, e cuja OE em boa hora o fez há cerca de dez anos.
Isto tudo num contexto de turbulência e crise. Primeiro financeira e depois também económica, a que a Ordem sempre soube responder com independência e com a promoção de instrumentos de informação, estudo e trabalho para os seus membros. Mudando de sede, com meios próprios, para um espaço mais funcional e mantendo a sua saúde financeira tal como se exige a um organismo como aquele que representa os seus membros Economistas.
Os desafios
É fundamental estar atentos aos desafios futuros prementes: o fundamental desafio da sustentabilidade, o desafio do crescimento demográfico (inverter o declínio demográfico) e, claro, o desafio da qualificação, tão importante para um país que pretende atingir o desenvolvimento de todos através do conhecimento.
Mas, não alheio às suas conquistas do passado recente e preocupada em responder aos crescentes desafios aqui apresentados à nova equipa que será eleita para os vários órgãos da OE, esta deverá reconhecer a necessidade de maior ambição e reforço do papel do Economista na sociedade portuguesa, cuja intervenção no acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência deverá ser também um primeiro teste à sua capacidade de intervenção na monitorização do investimento, com particular foco na sua transparência e eficiência. Respondendo aliás a uma preocupação ética e de escrutínio que a sociedade portuguesa exige.
Mais ainda num contexto de crise política com impactos orçamentais, a Ordem é chamada a intervir e sensibilizar a opinião pública para o correto, independente e cabal esclarecimento sobre a situação atual do país, contribuindo de forma positiva para a melhoria dos níveis de literacia financeira que se pretende e que Portugal deverá atingir.
A escolha
O diagnóstico e as incertezas económicas que o país atravessa causam natural apreensão. Mas no mundo global onde vivemos, a visão e o olhar abrangente para o que nos rodeia constitui uma vantagem competitiva.
Acredito que Pedro Reis dispõe desta visão e deste olhar, com provas dadas nos cargos que desempenhou, alguns deles em períodos também de incerteza económica, onde o realismo prevaleceu sem nunca esquecer a ambição necessária. Por isso apoio a sua candidatura, por isso aceitei liderar a candidatura ao colégio de especialidade de auditoria e subscrevo o manifesto da lista A – “Renovação | Rumo ao futuro com ambição”, e acredito convictamente que a sua proposta de valor sairá vencedora das eleições do próximo dia 3 de dezembro.