A empresa portuguesa OLI abriu esta segunda-feira portas à décima ampliação do seu complexo industrial, em Aveiro. O novo edifício ocupa uma área superior a oito mil metros quadrados e resulta de um investimento de 12 milhões de euros.
O objetivo é reduzir a emissão de CO2 em cerca de 300 toneladas por ano, recorrendo à instalação de quase quatro mil painéis solares fotovoltaicos, que cobrem parte das fachadas e coberturas do complexo. A potência global estimada é cerca de 1.560 quilowatts/pico (kWp).
“Com esta ampliação, queremos consolidar a nossa aposta no futuro da empresa, que no próximo ano celebra o seu septuagésimo aniversário. É também com o foco no futuro, não apenas da empresa, mas também do planeta, que queremos dar continuidade aos progressos já feitos na implementação das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade”, afirmou António Ricardo Oliveira, administrador da OLI, num comunicado enviado às redações.
Além deste investimento na sustentabilidade energética, a empresa admite estar a recuperar matéria-prima como forma de atingir “metas ambiciosas de descarbonização”. O processo de reutilização implica a instalação de moinhos à saída das máquinas.
Já no ano passado, a empresa – que é atualmente uma das maiores produtoras de autoclismos da Europa do Sul -, eliminou por completo o uso de blisters (pequenas embalagens) da sua linha de produção, o que resultou numa redução do consumo de plástico em onze toneladas por ano. Do total de mais de cinco mil toneladas de matéria-prima, diz a empresa, 12% vem de fontes recicladas.
Em 2022, a empresa portuguesa empregava já 473 pessoas, e registou um volume de negócios de 75,5 milhões de euros. Pelo menos 75% da produção é destinada aos mercados externos. A OLI estima produzir por ano cerca de dois milhões de autoclismo e cerca de três milhões de mecanismos componentes.