Citando o filho do ator, numa mensagem nas redes sociais, o site “Deadline” deu a triste notícia: William Hurt morreu “de causas naturais”, hoje, poucos dias antes de completar 72 anos.
Um ator de eleição que teve nos anos 80 o seu palco principal com “Noites Escaldantes”, “Amigos de Alex”, “Filhos de um Deus Menor”, “Broadcast News”, “O Turista Acidental” e o seu papel mais sublime em “O beijo da mulher aranha” do cineasta sul-americano Hector Babenco, onde interpretou um homem preso por ser homossexual.
Depois, andou 30 anos a emprestar seu talento a filmes menores e papéis secundários, sendo sempre o ator de prestígio que credibilizava o elenco de blockbusters.
“É com grande tristeza que a família Hurt anuncia a morte de William Hurt, amado pai e ator vencedor de um Óscar, a 13 de maio de 2022, uma semana antes de seu aniversário de 72 anos. Morreu pacificamente, rodeado da família e de causas naturais. A família solicita privacidade neste momento”, escreveu o filho do ator, Will Hurt.
Em 2018, o ator revelou que lhe tinha sido diagnosticado um cancro na próstata já metastizado.
Carreira longa
A carreira de William Hurt remonta aos anos 1970, tendo começado por fazer teatro, antes de se tornar conhecido na representação em cinema e televisão. Entre as primeiras produções cinematográficas em que entrou estão “Noites escaldantes” (1981), ao lado de Kathleen Turner, uma intensa história de luxúria, ganância e crime num dos mais fascinantes thrillers dos anos 80, e “Os amigos de Alex” (1983), ambos realizados por Lawrence Kasdan.
Conquistou o Óscar de melhor ator principal com “O beijo da mulher aranha”. Em 1985, também esteve nomeado para o Tony, os prémios de teatro, pela participação em “Hurlyburly”, uma produção da Broadway.
O ator integrou ainda o elenco de algumas das produções da série da Marvel, nomeadamente “O incrível Hulk” (2008), “O primeiro vingador: A Guerra dos Heróis” (2016) e “Vingadores: Endgame” (2019).
Partiu um dos grandes. Um ator que sabia dar profundidade aos personagens como poucos.