“Preço da OPA à Sonaecom não vai mudar”, diz CFO da Sonae

"Se não atingirmos os 90% do capital social, como exigido pela CMVM, a empresa irá manter-se cotada em bolsa”, garante João Dolores, CFO da Sonae SGPS. As declarações do gestor ocorrem numa altura em que várias associações de acionistas minoritários dizem que o preço da Oferta lançada no fim de dezembro, é baixo. Nomeadamente a Maxyield e a ATM.

“Preço da OPA à Sonaecom não vai mudar”, diz CFO da Sonae
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“O preço da OPA não vai mudar. É um preço que consideramos justo e não temos qualquer intenção de o alterar”, disse ao Jornal Económico, o administrador financeiro, João Dolores.

As declarações do responsável da Sonae SGPS ocorrem numa altura em que várias associações de acionistas minoritários dizem que o preço da Oferta lançada no fim de dezembro, é baixo. Nomeadamente a Maxyield e a ATM.

No fim de dezembro, a Sonae propôs aos acionistas da Sonaecom pagar 2,50 euros por ação para tirar de bolsa a subsidiária especializada em telecomunicações e media.

“Acreditamos que esta oferta é uma oportunidade única para os acionistas minoritários venderem as suas ações a um valor substancialmente superior à cotação da ação nos últimos anos e que foi, aliás, validado pela própria CMVM.  O prémio pago é de 25% face à cotação do último fecho antes do anúncio da OPA e de 33% face à média dos 6 meses anteriores. Nos 3 anos que antecederam a oferta a ação nunca atingiu este valor”, explica o CFO da Sonae.

“Naturalmente, cada acionista da Sonaecom deve agora fazer a sua própria avaliação sobre as condições da oferta e tomar uma decisão até ao dia 14 de abril”, adianta João Dolores que garante que se a Sonae SGPS não atingir os 90% do capital social, como exigido pela CMVM, “a empresa irá manter-se cotada em bolsa. É um cenário possível e com o qual vivemos bem”.

“Acreditamos que a retirada de bolsa seria o cenário mais vantajoso para todos, quer para a Sonae, que simplificaria a sua estrutura societária, quer para os restantes acionistas da Sonaecom, que poderiam vender a um preço muito superior ao registado pela ação antes do lançamento da OPA. Mas se não tivermos investidores em número suficiente a querer aproveitar esta oportunidade, a Sonaecom manter-se-á em bolsa e prosseguirá com a sua estratégia ambiciosa de investimento nos sectores de telecomunicações e novas tecnologias”.

“A decisão está agora nas mãos dos acionistas. Seja qual for o resultado da OPA, estamos confortáveis em relação ao futuro”, conclui João Dolores, CFO da Sonae.

A oferta lançada pela Sonae SGPS – e  tem sido alvo de críticas quer da Maxyield, quer da ATM – tem como contrapartida os 2,5 euros por ação que se aplica tanto à OPA voluntária como à aquisição potestativa que a oferente se prepara para lançar depois para tirar de bolsa a Sonaecom.

A OPA que tem como intermediário financeiro o Caixa Banco de Investimento está em curso e acaba no próximo dia 14 de abril. “Às 15h00m (hora de Lisboa) do dia 14 de abril de 2023, é o último dia do período da Oferta”, lê-se no prospecto.

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Maria Teixeira Alves13 Mar
Apesar do reforço de participações financeiras no montante 48,7 milhões e da valorização da participação da NOS no montante de 60,4 milhões no quarto trimestre de 2022, "como se explica que o valor do investimento em balanço tenha passado de 988,2  milhões em 30 de setembro para 954,3 milhões em 31 de dezembro, sendo que a Maxvive se encontra fora deste agregado patrimonial e registado em ativos detidos para venda?", pergunta a Maxyield.