“Nunca mandei um currículo para a Bosch” diz o primeiro administrador português no grupo alemão

É o primeiro português a integrar um conselho de administração do Grupo Bosch, que em 2023 facturou 92 mil milhões de euros. Vítor Gregório é membro do Conselho de Administração do Bosch Home Comfort Group, (Termotecnologia), que fatura 5 mil milhões, e tem a função de vice-presidente sénior, responsável pelas vendas da Bosch em todos os mercados excepto Europa Central e EUA.

“Nunca mandei um currículo para a Bosch” diz o primeiro administrador português no grupo alemão
40__bosch vitor gregorio decisor

“Nunca mandei um currículo para a Bosch”, explica o gestor em conversa com o JE. A entrada de Vítor Gregório na Bosch foi em 1999, no âmbito da segunda edição do programa INOV Contacto, criado pela AICEP, para a realização de um estágio profissional na Bosch Termotecnologia em Aveiro, que culminou com uma oferta de trabalho. Há 25 anos no grupo viveu 22 fora de Portugal (14 anos na América Latina e 8 nos EUA).

“Em termos de modelo de governance, a Bosch é muito matricial [estrutura empresarial em que as equipes reportam a vários líderes], ou seja, não há ninguém que seja, ‘o Dono Disto Tudo’”, refere o gestor. Conta ainda que “há uma reunião anual estratégica onde explicam ao board quais são os vetores estratégicos para os próximos cinco anos. O gestor que desvendou que “um dos vetores muito importantes da nossa divisão é continuar a crescer no negócio da electrificação [energia a eletricidade]”. O segundo é fechar a aquisição, em 2025, do negócio global de AVAC [aquecimento, ventilação e ar condicionado] da Johnson Controls. “Isto vai permitir sermos uma empresa ainda mais globalizada”. diz. “Esta aquisição leva-nos ao outro vetor que é a diversificação do negócio, em termos de portfólio de produtos, mas também a expansão regional, sobretudo para Ásia e Américas, onde estamos menos presentes”, refere.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionado

Bosch com indicadores fracos em 2025 adia para 2027 a meta de crescimento de 7% dos resultados antes de impostos

Bosch com indicadores fracos em 2025 adia para 2027 a meta de crescimento de 7% dos resultados antes de impostos

Maria Teixeira Alves30 Jan
O abrandamento económico global, o aumento de tarifas e os elevados custos de reestruturação — que incluem o anúncio do corte de 13 mil postos de trabalho — pesaram no balanço final. A empresa admitiu que a meta de atingir uma margem de lucro de 7% foi adiada: o objetivo, anteriormente previsto para 2026, só deverá ser alcançado, "no mínimo", em 2027.