O número de empresas criadas em Portugal nos primeiros dois meses de 2026 registaram uma descida homóloga de 12%. Neste período foram constituídas 9.488 empresas, menos 1.245 quando comparado a 2025, segundo os dados do Barómetro da Informa D&B divulgados esta segunda-feira.
Com exceção do setor da energia e ambiente (+41%; +9 constituições), todas as restantes áreas de atividade registaram quebras acentuadas, com destaque para o retalho (-27%; -255 constituições), alojamento e restauração (-21%; -212 constituições), transportes (-24%; -191 constituições) e agricultura e outros recursos naturais (-44%; -185 constituições).
Por sua vez, os setores dos serviços empresariais e serviços gerais foram responsáveis por mais de um terço (34%) da criação de novas empresas até ao final de fevereiro de 2026. A nível geográfico, apenas os distritos de Vila Real (+6,3%; +7 constituições) e de Coimbra (+1,5%; +4 constituições) observaram a criação de novas empresas.
Nos primeiros dois meses encerraram 1.491 empresas, sendo que no acumulado dos últimos 12 meses, desde março de 2025 até final de fevereiro de 2026, fecharam 13.493 empresas no país, 14% abaixo dos 12 meses anteriores (2.134 encerramentos). A descida neste período foi transversal a todos os setores de atividade, destacando-se o retalho (-24%; -538 encerramentos).
No período em análise verificaram-se ainda 337 empresas com novos processos de insolvência, menos 9,0% (-33 insolvências) do que nos primeiros dois meses do ano anterior.
Também aqui este cenário foi transversal a todas as áreas de atividade, sobressaindo a construção (+18%; +7 insolvências), atividades imobiliárias (+86%; +6 insolvências), serviços gerais (+15%; +3 insolvências) e energias e ambiente (+2 insolvências) foram os únicos a registar um aumento das insolvências nos dois primeiros meses do ano, ainda que com pouca expressão.