Novobanco renegociou 17.700 contratos de crédito à habitação até setembro

O Novobanco sublinha que está numa "execução consistente do plano estratégico, reiterando o foco para alcançar o rating de grau de investimento no médio prazo".

Novobanco renegociou 17.700 contratos de crédito à habitação até setembro
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O Novobanco diz que “tem apoiado ativamente os seus clientes, incluindo as famílias portuguesas com dificuldades financeiras”.

No âmbito do crédito habitação foram renegociados cerca de 17.700 contratos, principalmente com reduções de spread/taxa de juro com reflexo na respetiva prestação, e foram bonificados cerca de 1.360 contratos ao abrigo do Decreto Lei 20-B /2023.

Entram hoje em vigor novas medidas governamentais de mitigação do impacto da subida das taxas de juro nas prestações do crédito à habitação.

Mark Bourke, CEO, e Benjamin Dickgiesser, CFO estiveram numa conference call com analistas. O banco faz o balanço de alguns indicadores face ao guidance, e sem surpresas já superou a meta da taxa de margem financeira que era de 2,5% e fixou-se em 2,66%.

O rácio de eficiência (cost-to-income) cuja meta era 35%, superou ao atingir 32,4%. No custo do risco de crédito o banco tinha uma meta 0,50% e está melhor ao atingir 0,36%. O rácio de crédito malparado (NPL) é inferior a 4,5% e em setembro está em 4,2% (com cobertura por imparidades de 84%). Os resultados antes de impostos tinham uma meta de 700 milhões de euros, e aqui ainda está abaixo ao reportar 646 milhões. Na geração de capital, o banco revela que a meta é acima de 350 bps e o banco reportou um contributo de 340 bps para o rácio de capital core (CET1) que se fixou em 16,5%.

O Novobanco sublinha que está numa “execução consistente do plano estratégico, reiterando o foco para alcançar o rating de grau de investimento no médio prazo”.

O banco realça a importância de proteger a margem financeira de um ambiente de taxas de juros mais baixas, “aumentando a coberturas (hedges) – considerando um balanço constante e após a execução de coberturas de fluxo de caixa de 7,0 mil milhões de euros na carteira hipotecária e de coberturas de depósitos de 1,5 mil milhões de euros – para fixar as taxas atuais e reduzir a vulnerabilidade, com uma redução de cerca de 5% da receita da margem financeira para -100bps nas taxas de margem”. A receita da margem financeira subiu nos nove meses face ao período homólogo 105% para 831,2 milhões de euros. No trimestre o banco revela uma subida da margem de 10,6% “reflectindo a melhoria da rendibilidade dos activos superior ao aumento do custo de financiamento”.

A receita da margem financeira de 831 milhões de euros é “apoiada por uma carteira de empréstimos estável com rendimentos de activos crescentes, que mais do que compensaram o aumento do custo de financiamento”, refere a instituição.

O banco prossegue uma estratégia de redução do risco com níveis de cobertura fortes e reforçados. O banco reportou uma queda de 171 milhões de euros no stock de crédito malparado nos nove meses.

A diminuição do stock de NPL no acumulado do ano, “beneficiou da recuperação bem-sucedida de clientes que estavam em moratória e da contenção dos impactos macroeconómicos”, segundo o banco. O stock caiu 12,5% para 1,205 mil milhões de euros.

O Novobanco detalhou que os créditos com imparidade (classificados na Stage3) atingiram um valor bruto de 1,2 mil milhões de euros (0,6 mil milhões de euros em termos de valor líquido) e 56% de cobertura por imparidades específicas e backstop. O banco também detalhou que cerca de 45% dos empréstimos que estão em Stage 3 estão ao abrigo do Mecanismo de Capital Contigente (do Fundo de Resolução), e que sem esses haveria menos 2,7% de créditos classificados na Stage 3 (se os activos do CCA forem excluídos).

No que toca à formação líquida de NPL no acumulado do ano houve um recuo de 51 milhões de euros, e o banco diz que a redução recente de NPL beneficiou da venda de carteiras de malparado, “sendo um acréscimo de capital de capital e demonstrando a adequação da cobertura de NPL”.

“O custo do risco foi de 36bps (estável face ao período homólogo) considerando as imparidades de empréstimos e obrigações de empresas, incluindo overlays de gestão”, referiu Mark Bourke.

“As provisões ficaram abaixo da taxa de execução, reflectindo um ambiente económico benigno nos 9 meses do ano, sem indicadores iniciais que apontem para uma deterioração da qualidade dos activos”, reportaram os administradores na conference call.

O Novobanco diz que o Fundo de Garantia de Depósitos está atualmente colateralizado por obrigações e talvez seja substituído por dinheiro (56 milhões de euros) no 4º trimestre do ano. Uma substituição com impacto na conta de resultados mas sem impacto no rácio de capital CET1.

A geração orgânica de capital e a otimização do balanço “deverão ficar consideravelmente acima das necessidades MREL (provisórias) em 2023”, refere o banco.

O banco anunciou ainda uma revisão em alta da meta para o fim deste  ano na geração de capital (por resultados) para mais de 400 pontos base.

 

 

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