Lucros do Novobanco sobem 49% para 638,5 milhões até setembro

O Novobanco apresentou um resultado líquido de 638,5 milhões de euros até setembro, a subir 49,1% face ao período homólogo do ano anterior, ajudado pelo crescimento da receita da margem financeira que mais do que duplicou face ao mesmo período do ano passado.

Lucros do Novobanco sobem 49% para 638,5 milhões até setembro
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O Novobanco apresentou um resultado líquido de 638,5 milhões de euros até setembro, a subir 49,1% face ao período homólogo do ano anterior, ajudado pelo crescimento da receita da margem financeira que mais do que duplicou face ao mesmo período do ano passado (+105%).

No terceiro trimestre o resultado liquido soma 265,3 milhões de euros.

Citado no comunicado o CEO do banco, Mark Bourke, diz que “no terceiro trimestre o banco continua a apresentar fortes resultados”. “Além de rentável tem capacidade de geração de capital. Temos balanço sólido e de elevada liquidez e mantemo-nos focados nos nossos clientes e em satisfazer as suas necessidades financeiras”, acrescenta.

A margem financeira totalizou 831,2 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, tendo sido de 307,2 milhões no terceiro trimestre, num aumento de 10,6% face ao trimestre homólogo do ano passado). Este é o “reflexo da melhoria da taxa de juro média dos ativos que superou o aumento do custo de financiamento”.

As comissões de serviços a clientes ascenderam a 217,1 milhões de euros com um aumento de 0,7% face ao período homólogo.

Mas os resultados de trading caíram 42,3% para 39,3 milhões de euros.

Assim, o produto bancário subiu 29,5% para 1.102,1 milhões de euros no acumulado do ano.

Fruto da inflação os custos operativos cresceram 8,1% para  339,6 milhões de euros nos nove meses dos ano, dos quais os custos com pessoal subiram 8,2% para 183,8 milhões, num aumento de 14 milhões em relação aos primeiros nove meses de 2022. Aqui estão, não só os custos com os aumentos salariais, como os custos com o aumento no número de colaboradores (+119 que no fim do ano), atingindo os 4.209 em 30 de setembro.

“A evolução positiva da atividade comercial, num ambiente de subida das taxas de juro, repercutiu-se no crescimento de 68,6% do produto bancário comercial. Este desempenho mais que compensou o efeito da inflação e do investimento na melhoria dos processos do banco, que conduziu a um aumento dos custos operativos de 8,1%”, indica o banco.

O rácio de custos sobre proveitos (cost-to-income) melhorou dos 50,6% para 33,6%. Sendo que o (cost-to-income comercial) melhorou para 32,4%, refletindo o desempenho das receitas.

No balanço, o crédito a clientes brutos situou-se nos 25,7 mil milhões de euros, um valor que representa um crescimento de 0,2% face a dezembro de 2022, dos quais 54% concedido a empresas, 40% de crédito habitação e 6% de crédito ao consumo e outros.  “A originação nos primeiros nove meses foi de 2,6 mil milhões de euros, suportada pela evolução positiva da captação de clientes, tendo sido parcialmente mitigada pelo aumento das amortizações”.

O saldo médio dos depósitos de clientes foi de 28,8 mil milhões de euros, com uma taxa de remuneração de 0,66%, sendo que no ano passado foi de 0,17%. Os depósitos caíram de 1,1% face a dezembro e houve um recuo de 1,7% face a setembro de 2022.

Os recursos de clientes nos nove meses face a dezembro caíram 0,4% para  34.543 milhões de euros.

O rácio de NPL (Non-Performing Loans) baixou de 5,4% em dezembro para 4,7% em 30 de setembro, sendo que a cobertura por imparidades está em 83,7%.

O grupo Novobanco registou nos primeiros nove meses de 2023 um reforço de imparidades e provisões no montante de 81,7 milhões de euros, sendo a sua quase totalidade para crédito a clientes e títulos, apresentando estes dois agregados uma ligeira redução face ao período homólogo (-2,1 milhões).

O custo do risco de crédito melhorou 36pb, incluindo as imparidades para crédito e obrigações corporate, “consistente com o guidance de 2023”.

Em 30 de setembro de 2023, o rácio de cobertura de liquidez (LCR) do situou-se em 136%, “refletindo o reembolso do TLTRO III, e o rácio de financiamento estável líquido em 118%, ambos acima do requisito regulamentar”.

O rácio de capital CET 1 fully loaded aumentou cerca de 340pb, face a dezembro de 2022, para 16,5% enquanto o rácio de solvabilidade global subiu cerca de 390 pb para 19,3% (+140bps e +150bps versus junho de 23, respetivamente).

O Novobanco diz que “nenhum dos montantes não pagos pelo Fundo de Resolução ao abrigo do Mecanismo de Capitalização Contingente foi considerado no cálculo de capital regulamentar”. No entanto o banco “considera os montantes não pagos relativos ao ano de 2020 e 2021 devidos ao abrigo do Mecanismo de Capitalização Contingente, tendo despoletado os mecanismos legais e contratuais à sua disposição no sentido de assegurar o recebimento dos mesmos”.

“No que respeita ao valor solicitado ao Fundo de Resolução relativo ao exercício de 2020, subsistem duas divergências, entre o Novobanco e o Fundo de Resolução, relativamente à provisão para operações descontinuadas em Espanha e valorização de unidades de participação, que estão a ser dirimidas num processo arbitral em curso, no âmbito do qual está ainda a ser apreciada a divergência relativa à aplicação pelo Novobanco, no final de 2020, da opção dinâmica do regime transitório da IFRS 9”, lê-se no comunicado

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