O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, fez uma visita, esta sexta-feira, á nova linha de Évora, onde anunciou que dentro de um ano vão estar a circular comboios de passageiros e mercadorias.
“Hoje é um dia histórico, porque temos a maior subestação a alimentar catenária em ferrovia em Portugal operacional, temos a via operacional, o que é que falta? Temos mais um ano pela frente para a sinalização e para a certificação em termos segurança. Portanto, seguramente, só andarão aqui comboios daqui a um ano”, afirmou o ministro.
Pinto Luz salientou que esta obra, que foi orçamentada em quase 460 milhões de euros, “reduz 140 km do percurso que os comboios de mercadorias têm de fazer à saída de Sines. Ora, Sines é o maior porto nacional, um porto que consegue operar mais de 50 milhões de toneladas de carga por ano ano e estava absolutamente quase numa ilha isolada. Hoje, com a obra que estamos a fazer em Sines e com esta, passa a estar preparado e terá uma redução drástica do tempo de viagem, nomeadamente para a Espanha”.
A nova ligação Évora e Elvas/Caia é a primeira linha em Portugal capacitada para os comboios atingirem os 250 km/h, o que faz parte do compromisso do país em conseguir cumprir com o acordo assinado com Espanha, de em 2034 chegar a Madrid em três horas.
“São menos de 140 km de viagem, mas acima de tudo dizer-vos que é a primeira linha em Portugal capacitada para 250 km por ano, naquele desafio assinado entre nós e Espanha, que estabelece o compromisso de chegar em 2034 a Madrid em 3 horas. Este esforço que estamos aqui a fazer hoje já vai permitir em 2028, 2030, chegarmos a Madrid em 5 horas, 5 horas e meia e isso está nos antípodos daquilo que nós tínhamos até aqui”, referiu o Ministro.
Aos jornalistas o ministro salientou ainda que esta obra é “penalizadora para os municípios por onde passa, é um esforço que lhes é pedido em prol do interesse nacional”, contundo afirmou que “vamos fazer para que isto seja um ativo para estes municípios”.
Miguel Pinto Luz ressalvou que “esta obra é muito penalizadora para os municípios onde ela passa. Pelo que é um esforço também que é pedido a estes municípios, no fundo, em prol da economia nacional, em prol do interesse nacional”, e avançou que o Governo está a trabalhar no sentido da estação técnica tão pedida para esta região. “Todos os autarcas pedem. Nós temos aqui a indústria da pedra, temos várias indústrias e nós estamos a estudar se existe viabilidade económica e financeira. Vamos fazer todos os esforços para que, de alguma forma, isto não seja só um passivo para estes municípios, mas seja um ativo. Não querem só andar aqui a ver, passar comboios, querem que passe comboios, mas que também traga crescimento económico, progresso para estas populações”.
“É uma nova estação técnica. Neste momento, a IP está em condições de lançar todos os estudos para perceber, em termos de orçamento, quanto é que é preciso para em conjunto com os municípios fazer esse investimento”, disse Pinto Luz.