Nova ferrovia coloca porto de Sines a concorrer com o de Valência

Troço entre Évora e Badajoz vai permitir ao porto de Sines chegar mais facilmente ao hinterland espanhol, à Extremadura e Andaluzia.

Nova ferrovia coloca porto de Sines a concorrer com o de Valência
WhatsApp Image 2026-03-03 at 17.06.06

O porto de Sines vai ficar a concorrer diretamente com o porto espanhol de Valência com as novas ligações ferroviárias a Espanha.

“O troço Évora-Badajoz vai permitir chegar a Madrid três horas e meia mais rápido. E aumentar os comboios de 400 para 750 metros. Vai fazer com o que o porto de Sines possa competir com o de Valência”, disse hoje o presidente do conselho de administração dos portos de Sines e Algarve (APS).

Este troço encontra-se atualmente em fase de testes e de colocação de sinalização.

“Vamos ter capacidade de penetração no hinterland espanhol, Extremadura e Andaluzia. Não estamos a uma distância muito maior face a Valência”, segundo Pedro do Ó Ramos numa intervenção durante um Encontro Fora da Caixa que teve lugar esta terça-feira em Sines, com o Jornal Económico como ‘media partner’

O gestor apontou que a ferrovia tem maior peso para transportar a carga de Sines, pesando 58% face aos 42% da rodovia. Num ano, mais de 3.500 comboios partem carregados de Sines.

Destacou que o porto de Sines é essencialmente dedicado ao transshipment, com mais de 90% da carga que chega a seguir via marítima para outros portos.

Para o futuro, “todos os nosso terminais têm capacidade de exportação. Sem conflito com a cidade”, garantiu.

Sobre a expansão da via rodoviária de ligação à autoestrada A2, o primeiro troço fica concluído ainda este ano, com o segundo a ficar concluído em 2029 (que liga a parte final até à A2).

Destacou que o porto de Sines é essencialmente dedicado ao ‘transshipment’, com mais de 90% da carga que chega a seguir via marítima para outros portos.

O gestor apontou que 2025 foi “difícil” com impactos negativos do “mau tempo, a paragem da refinaria e alguma instabilidade laboral”.

E sublinhou a campanha de citrinos que ocorre no verão, com todos os citrinos a serem importados da África do Sul entre junho e outubro. “Conseguimos ser competitivos”.

Relacionado

Este ano vamos ter de “trabalhar muito com cenarizações”, refere administrador da CGD

Este ano vamos ter de “trabalhar muito com cenarizações”, refere administrador da CGD

Inês Correia Botelho3 Mar
“2026 começou com perspetivas dentro do contexto de incertezas que tínhamos, otimistas, nível de emprego alto, perspetivas de crescimento favoráveis, mas agora temos este tema gravíssimo e que eleva uma grande incerteza”, referiu no encontro Fora da Caixa, realizado em Sines pela Caixa Geral de Depósitos, do qual o Jornal Económico é media partner.