Nova barragem de Fagilde representa investimento de 35 milhões

A barragem será construída cerca de 100 metros a jusante da atual concluída em 1984 e que já foi galgada duas vezes.

Nova barragem de Fagilde representa investimento de 35 milhões
Maria da Graça Carvalho – ministra do ambiente

A nova barragem de Fagilde no rio Dão vai representar um investimento de 35 milhões de euros com a execução a ter lugar até 2029.

A infraestrutura vai permitir duplicar a atual capacidade de armazenamento de água da albufeira, passando de 3,84 hm³ para 7,68 hm e resolver “falhas de segurança e abastecimento na região centro”.

A barragem será construída cerca de 100 metros a jusante da atual e “resolverá de forma estrutural as limitações de segurança e de capacidade da infraestrutura existente, concluída em 1984, e que tem vindo a apresentar anomalias estruturais graves, como reações sulfáticas internas no betão e limitações dos órgãos hidráulicos de segurança”, disse hoje o ministério do Ambiente e da Energia.

“A nova barragem de Fagilde é a resposta concreta a décadas de riscos estruturais, falhas de abastecimento e soluções provisórias. Este é um dos primeiros de vários investimentos com que o Governo reafirma um compromisso claro: garantir água com qualidade, segurança e coesão territorial”, afirmou a ministra Maria da Graça Carvalho em comunicado.

A barragem em operação já foi galgada duas vezes (1995 e 2000), obrigando à adoção de medidas provisórias, como comportas.

 

Relacionado

“Irresponsabilidade”. Empresário culpa Bloco e PCP pelo fim de barragem no Mondego

“Irresponsabilidade”. Empresário culpa Bloco e PCP pelo fim de barragem no Mondego

André Cabrita-Mendes15 Fev
Em 24 horas, embaixador de Itália em Portugal liga para a sede da Enel a avisar que o plano das barragens vai ser revisto. Alerta vermelho em Roma, com 500 milhões de investimento em perigo. O então líder da Endesa em Portugal recorda ao JE os dias de tensão quando a geringonça chegou ao poder e elegeu como alvo as barragens que agora fariam falta ao país, tanto para produzir eletricidade, como para ajudar a controlar cheias ou a combater secas.