PSG. Mbappé e o estranho ocaso das estrelas na cidade-luz 

Um argentino, um francês e um brasileiro juntaram-se em Paris há dois anos para formar um dos melhores trios de ataque da história do futebol. A "Champions" é um sonho eternamente adiado e sem a "orelhuda", não há petrodólares que prendam as "estrelas" que se apagam e vão embora. Messi já foi e Mbappé já faz as malas.

PSG. Mbappé e o estranho ocaso das estrelas na cidade-luz 
Kylian Mbappe (160 milhões de euros)

Lionel Messi, Kylian Mbappé e Neymar Jr.: era bom mas acabou-se. O craque argentino está de saída, o francês mostrou intenção de não renovar e promete ser a grande bomba deste mercado e Neymar tarda em cair nas boas graças dos adeptos do PSG. O clube parisiense (com um plantel avaliado em 882,5 milhões de euros), alimentado a petrodólares da Qatar Sports Investments (subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita), tarda em chegar ao coração dos adeptos e à tão ambicionada Liga dos Campeões quiçá pressionado pelo sucesso europeu do Manchester City que levou 13 anos e dois mil milhões de dólares a atingir.

Já sabemos que no PSG não há falta de dinheiro: são contratados os melhores jogadores (estes três tiveram um desempenho desportivo irrepreensível pelo que o ocaso não é de todo de carácter desportivo), diretores de excelência como Luís Campos e treinadores que poderiam ser bem sucedidos em qualquer liga do mundo. Dá para ser campeão nove vezes nos últimos dez anos (antes disso só tinha sido campeão francês duas vezes), para vender muito merchandising mas pouco mais. Parece faltar alma ao clube francês que apesar de parecer um “elefante” numa loja de louças na Ligue 1, só venceu a liga com um ponto de avanço esta temporada.

Messi já foi e, entre assobios e insultos, a despedida do campeão do mundo não foi bonita de se ver. Neymar, que deixou o Barcelona para ganhar protagonismo, parece sempre mais próximo dos problemas e longe de liderar a equipa. Quanto a Mbappé, o francês deixou França em choque com a recente revelação de que não irá renovar o vínculo que o liga ao PSG até 2024.

Há um ano, Mbappé também foi notícia de mercado. Quando tudo parecia indicar que o internacional francês estava a caminho do Real Madrid a custo zero, Kylian surpreendeu tudo e todos e renovou contrato com os parisienses, uma decisão que originou uma discussão em praça pública entre dirigentes do futebol espanhol e francês. Salário de 50 milhões de euros por ano e prémio de assinatura de 100 milhões de euros.

A renovação foi de três anos, mas o terceiro ano do contrato (que terminaria em 2024/25) dependia da vontade do avançado e a vontade de Mbappé foi a de não renovar. Assim, se o PSG não vender Mbappé na próxima janela de mercado, existe uma séria possibilidade de um dos melhores futebolistas do mundo deixar os parisienses de mãos a abanar já no final da temporada que se irá iniciar em julho.

Do lado do PSG, o emblema francês está a ter grandes dificuldades em lidar com a decisão daquela que era agora o seu símbolo maior e prepara-se para uma movimentação de mercado que não estava nos planos da equipa liderada por Luís Campos. Manchester United e Chelsea acenam com as libras da Premier League mas é preciso não esquecer que o Real Madrid nunca baixou os braços e volta agora a reacender uma velha paixão, que até pode chegar à capital espanhola a preço de saldo… já este verão.

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