Na CNB acarinha-se a memória ousando construir futuros

O ano de 2024 é um novo marco na história da CNB. É o ano em que a Companhia Nacional de Bailado vê renascer a sua casa, o Teatro Camões, e o ano em que Fernando Duarte assume a direção artística daquele que é um ponto de encontro entre “o valor da memória e a audácia do futuro”. Palavra de quem já escreveu 20 anos de história da CNB.

Na CNB acarinha-se a memória ousando construir futuros
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O som do piano anuncia-se através da porta que agora se abre para o luminoso foyer do primeiro andar do Teatro Camões. A melodia chega-nos mais nítida quando, logo depois, outra porta se abre e vislumbramos o estúdio onde uma dezena de bailarinos, absortos, ensaiam. O olhar maravilhado de Fernando Duarte é a tradução sem palavras do seu encantamento pela dança e por tudo o que diz respeito a esta casa, que explode de azul no exterior e de luz no interior.

Fernando Duarte, coreógrafo e cofundador da companhia Dança em Diálogos, foi escolhido para dirigir a Companhia Nacional de Bailado (CNB), na sequência de um concurso internacional lançado em março deste ano. Fernando regressa à casa onde entrou em 1996, com 17 anos, à casa que o viu crescer como bailarino, a este ‘ser vivo’ que tanto acarinha.

E como lhe aconteceu a dança não havendo essa tradição na família? “A dança não, mas as Artes estiveram sempre presentes. Tanto pelo meu pai, como pela minha mãe”, diz, com um olhar sonhador. O pai, agora jubilado, foi Professor Catedrático na Faculdade de Belas-Artes e conservador do Museu de Setúbal, cujo Departamento Educativo era chefiado pela mãe.

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