Município de Leiria vê visita de Seguro à região como um “estímulo” e um “porto de confiança”

“As expectativas são muito elevadas. Tendo em conta que é a primeira Presidência Aberta, foi um desígnio que o Presidente da República colocou para o seu mandato: não deixar esquecer o território afetado pelas tempestades”, disse Gonçalo Lopes.

Município de Leiria vê visita de Seguro à região como um “estímulo” e um “porto de confiança”
Goncalo Lopes

O presidente da Câmara de Leiria garantiu esta quinta-feira à agência Lusa que as expectativas para a Presidência Aberta são “muito elevadas” e vê a visita de António José Seguro como um “estímulo” e um “porto de segurança”.

“As expectativas são muito elevadas. Tendo em conta que é a primeira Presidência Aberta, foi um desígnio que o Presidente da República colocou para o seu mandato: não deixar esquecer o território afetado pelas tempestades”, disse Gonçalo Lopes.

Segundo o autarca socialista, “ter escolhido as regiões afetadas” na sua primeira Presidência Aberta “é um sinal muito positivo”.

António José Seguro realiza a partir de segunda-feira a sua primeira Presidência Aberta, com um périplo pelas regiões afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro.

“Vai ser um estímulo e um porto de confiança para podermos ultrapassar as dificuldades que temos tido até agora. É o retorno da figura mais alta do Estado ao terreno e com o objetivo de desbloquear situações, não só na perspetiva da emergência, mas também da resiliência, tendo em conta o esforço que tem sido feito pelas autarquias, pelas empresas e pelas pessoas”, sublinhou.

Gonçalo Lopes afirmou que, “dentro da perspetiva da emergência”, abordará com António José Seguro “as questões relacionadas com as respostas que foram dadas” e “a necessidade urgente de responder a quem está a precisar, seja na parte da habitação, seja na parte das empresas, seja na parte das próprias autarquias”.

Segundo o autarca, “é um volume de investimento assustador e que é preciso rapidamente estancar” para passar às fases seguintes da “resiliência e reconstrução”, para “colocar este território o mais rápido possível igual ao que era no dia 27 de janeiro”.

Outra das expectativas é a de que “haja uma avaliação por parte do Presidente da República de como ficou o território, que ele conhece bem, e conseguir também identificar soluções para que este processo seja mais célere e, sobretudo, tenha condições objetivas de retomar” a vida em Leiria como era antes da tempestade.

Gonçalo Lopes lembrou ainda que “as regiões na Europa que são vítimas deste tipo de tempestades têm sempre um forte envolvimento do Estado no financiamento da sua recuperação”.

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