No final do segundo dia da reunião dos ministros da NATO, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, afirmou que Portugal não assumiu qualquer tipo de compromisso a não ser “continuar a reiterar a nossa condenação deste tipo de atentados, de lutar contra o terrorismo, de participar com os aliados da NATO nas missões que nos vão garantir confrontar este tipo de ameaças”.
Durante a reunião o ministro israelita mostrou um vídeo com imagens chocantes dos atentados que se têm sentido no país, e que segundo a ministra motivou ” uma condenação generalizada, como alias têm sido o registo de todos os países, pelas atrocidades cometidas pelo Hamas”. A ministra sublinhou ainda que “não há justificação possível para aquilo que vimos, e por isso, o apoio a Israel, às vitimas destes atentados, e também o reconhecimento do direito de Israel à sua defesa de forma proporcional no respeito pelo direito internacional e nos direitos dos civis”.
https://jornaleconomico.pt/noticias/das-movimentacoes-israelitas-em-gaza-as-promessas-dos-eua-em-que-fase-esta-o-conflito-entre-israel-e-o-hamas/
“Os aliados foram reagindo, manifestando esta solidariedade, esta convicção de que o terrorismo é o nosso inimigo, é algo que temos de combater, a NATO está decidida a faze-lo com as suas missões, e portanto de uma forma geral, foi essa a reação, que não há maneira possível de não condenar de todas as formas possíveis este tipo de situações em qualquer tipo de circunstância”, revelou a ministra da Defesa.
De acordo com Helena Carreiras, o ministro israelita não partilhou detalhes concretos dos planos, mas partilhou “o choque e a reação do povo de Israel e pediu o nosso apoio, a solidariedade dos aliados para esta situação que estão a viver, e creio que foi exatamente isso que aconteceu, sem detalhes concretos sobre planos”.
A ministra afirma que a posição de Portugal é clara, “uma condenação veemente destes atentados terroristas, destas atrocidades, a posição portuguesa é de distinguir claramente o que é um atentado do Hamas terrorista, daquilo que é o povo palestiniano, a própria autoridade palestiniana, e a necessidade de evitar a escalada regional de tratar de fazer regressar os reféns, de continuar a trabalhar para regressarmos à mesa das negociações e falarmos de paz, é no fundo esta a posição portuguesa”.
“São os próximos tempos que vão mostrar o que vai acontecer, e nessa altura todos podemos avaliar o que vai acontecer, mantemos a nossa posição de reiterar que tudo terá de ser feito para chegarmos à mesa das negociações, embora esse objetivo esteja agora um pouco mais longínquo, mas não podemos deixar de o fazer, a paz, a solução dos dois estados é o grande objetivo, e é esse o grande objetivo que tem que estar na mira de negociação”, afirma a ministra.
“A luta é contra o Hamas, contra um movimento terrorista e não contra o povo palestiniano, esperamos que seja esse o entendimento de Israel”, sublinha Helena Carreiras.