Microsoft reforça compromisso de se tornar ‘net zero’ até 2030

Só no ano passado, a Microsoft apoiou projetos de reabastecimento de água que irão fornecer mais de 15,6 milhões de m3 em benefícios volumétricos, ajudando um milhão de pessoas de quatro países a terem acesso a água potável e a saneamento.

Microsoft reforça compromisso de se tornar ‘net zero’ até 2030
Leitor 5e4f9768cee8c Microsoft.jpg

A Microsoft reforçou o compromisso em tornar-se net zero até 2030, eliminando o carbono ao longo de toda a cadeia empresarial. No novo relatório de sustentabilidade, a empresa de tecnologia mantém o compromisso que assinou em 2020, acrescentando que quer ser uma empresa positiva em água, com zero resíduos e que protege os ecossistemas onde opera.

Além destes objetivos e das medidas que já implementou, que permitiram uma redução de 22,7% nas emissões de carbono, a empresa vai lançar um conjunto de iniciativas para a Carbon Call e para o primeiro acordo de compra de energia de fusão com a Helion, ajudando a promover o mercado desta tecnologia recente.

Sobre este acordo com a Helion, a Microsoft indica que vai “receber eletricidade da primeira central elétrica de fusão comercial do mundo, propriedade e operada pela Helion”, uma empresa sediada em Redmond, no estado de Washington, que se tem mostrado “pioneira numa forma de criar energia de fusão que tem o potencial de substituir o combustível à base de carbono”.

O Constellation Energy Group irá atuar como comercializador de energia para o projeto, revendendo a energia produzida pela máquina Helion à Microsoft. “Prevê-se que a central esteja em funcionamento até 2028 e terá como objetivo a produção de energia de 50 MW ou superior após um período de arranque de um ano. O desenvolvimento de uma instalação comercial de energia de fusão é um passo crucial na transição para um futuro de energia sustentável e não só ajudará a Microsoft a atingir o seu objetivo de ser negativa em carbono até 2030, mas também apoiará o desenvolvimento de uma nova fonte de energia limpa para o mundo”, indica o comunicado.

Na mesma comunicação, o presidente da Microsoft, Brad Smith mostra que a empresa está satisfeita com estas mudanças ecológicas. “Estamos otimistas quanto ao facto de a energia de fusão poder ser uma tecnologia importante para ajudar o mundo na transição para as energias limpas. O anúncio da Helion apoia os nossos próprios objetivos de energia limpa a longo prazo e fará avançar o mercado para estabelecer um método novo e eficiente capaz de fornecer mais energia limpa para a rede e muito mais rapidamente”, destaca o presidente.

Segundo comunicado da empresa, o seu compromisso “passa por garantir que 100% da energia é gerada por fontes carbono zero” e, por isso, contratou 1,44 milhões de toneladas métricas de remoção de carbono, tendo ainda assinado novos contratos de aquisição de energia em todo o mundo, o que permitiu “aumentar o total de energia sem carbono para mais de 13,5GW”. Para a Microsoft, estas são medidas implementadas em mais de 135 projetos de 16 países, traduzindo-se numa redução de emissões acima dos 22%.

“Com o objetivo de reduzir o stress hídrico, inserido no Pacto Global das Nações Unidas, a Microsoft tem reduzido o consumo de água em todas as suas operações globais, reabastecendo mais água do que aquela que utiliza. O objetivo passa por fornecer às pessoas em todo o mundo acesso a serviços de água e saneamento, impulsionando a inovação na gestão da água”, sustenta a empresa no mesmo comunicado.

Só no ano passado, a Microsoft apoiou projetos de reabastecimento de água que irão fornecer mais de 15,6 milhões de m3 em benefícios volumétricos, “com destaque para um milhão de pessoas que tiveram acesso a soluções de água potável e saneamento no Brasil, Índia, Indonésia e México”.

Respetivamente aos resíduos, a Microsoft conseguiu desviar mais de 12 mil toneladas métricas de resíduos sólidos de aterros e incineradores, tendo a taxa de reutilização e reciclagem de servidores e componentes atingido os 82%. “Para isso contribuíram os cinco novos centros circulares inaugurados nos Estados Unidos, Irlanda e Singapura. A redução de plásticos de utilização única nas embalagens dos produtos Microsoft atingiu os 29%, uma diminuição de 4,7% para 3,3% em peso (em média) de plástico por embalagem. A somar a tudo isto destaque para data centers distribuídos por inúmeras regiões que receberam certificações Zero Waste, bem como, o campus de Redmond que recebe esta distinção há seis anos consecutivos”.

Relacionado

Ana Maria Lopes vai substituir Andrés Ortolá na liderança da Microsoft Portugal

Ana Maria Lopes vai substituir Andrés Ortolá na liderança da Microsoft Portugal

Inês Correia Botelho18 Ago
A nova diretora-geral, que vai iniciar funções a 1 de setembro, vai ser responsável pela estratégia da empresa em Portugal, vai reforçar a colaboração com clientes, parceiros e entidades públicas e privadas, e promover uma adoção responsável da inteligência artificial (IA). Ana Maria Lopes vai reportar diretamente a Charles Calestroupat, presidente da Microsoft South Europe.
Empresas ‘escondem’ três biliões de dívida ligada à IA

Empresas ‘escondem’ três biliões de dívida ligada à IA

Ruben Pires18 Ago
Em causa estão 1,9 biliões de dólares (1,6 biliões de euros) em compromissos de compras, que se traduzem em contratos para adquirir chips, servidores, e hardware a fornecedores, a que se juntam mais 1,2 biliões de dólares (um bilião de euros) em contratos de leasing que estão assinados, mas que ainda não se iniciaram, pelo que ainda não constam do balanço das respetivas empresas. As empresas em causa são: Microsoft, Amazon, Alphabet (que detém o Google), Meta, Oracle, Nvidia, Broadcom, AMD, e SpaceX.
Parceria entre Microsoft e Mistral abre caminho a Portugal como hub de computação, energia e conectividade

Parceria entre Microsoft e Mistral abre caminho a Portugal como hub de computação, energia e conectividade

Ruben Pires12 Ago
Microsoft e Mistral anunciaram em julho um novo acordo para expandir a infraestrutura de inteligência artificial (IA) na Europa. "A Microsoft irá aproveitar a infraestrutura expandida de Unidade de Processamento Gráfico (GPU) da Mistral na Europa para aumentar a capacidade de desenvolvimento de IA e para suportar a entrega dos serviços de cloud (ou nuvem) e IA da Microsoft", referiram as duas empresas.