Com vista à racionalização e redução do consumo de energia na rede, o Metro de Lisboa tem em curso um plano de alteração e substituição da iluminação existente na estações por tecnologia Led, cujo baixo consumo, durabilidade e período de vida útil permite reduzir o consumo, anuncia a empresa na semana europeia da Mobilidade 2022.
“Atualmente, 25 das nossas 56 estações estão totalmente remodeladas e o Metropolitano de Lisboa irá equipar gradualmente todas as estações da rede com tecnologia Led, dando assim mais um passo no caminho da sustentabilidade”, refere a empresa em comunicado.
Em 2024, o Metro de Lisboa prevê colocar em serviço uma central fotovoltaica no Parque de Material e Oficinas das Calvanas, com capacidade para produzir 2 MW (megawatts) de energia por ano, uma medida que permitirá reduzir a dependência dos nossos fornecedores de energia em 5%.
A empresa do Estado tem vindo a implementar uma série de medidas e projetos que “visam a redução progressiva dos consumos de água, energia e emissões de CO2, bem como uma gestão racional desses mesmos recursos, sendo publicamente reconhecido como agente promotor de sustentabilidade ambiental”.
“O Metropolitano de Lisboa destaca-se por ser um meio de transporte amigo do ambiente que utiliza a mobilidade elétrica com uma elevada eficiência energética, através de um baixo consumo de energia por passageiro transportado”, refere o comunicado.
Assim, o Metropolitano de Lisboa tem conseguido alcançar os seus objetivos relativamente à redução de consumos.
No final de 2021, comparativamente com o ano de referência 2010, o Metropolitano de Lisboa tinha já atingido a redução de 22% no consumo de eletricidade; de 39% no consumo de gás; de 49% no consumo de água; a redução de 69% em emissão de CO2; de 69% no consumo de papel; a erradicação do uso de plástico de uso único nos refeitórios e bares; a promoção da economia circular e a redução dos resíduos enviados para aterro.
“Adicionalmente, o Metro tem vindo a desenvolver um conjunto de práticas sustentáveis através da implementação do Plano Integrado de Sustentabilidade Ambiental – PISA 2030, onde consolida a sua contribuição para a descarbonização da economia e para a melhoria da mobilidade em toda a Área Metropolitana de Lisboa, com efeitos na redução do congestionamento e na sinistralidade, e no aumento da qualidade de vida”, acrescenta.
“Também o Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa, atualmente em curso, constitui um importante contributo para a mobilidade sustentável”, refere o Metro de Lisboa.
“A linha circular reorganizará a mobilidade metropolitana com um efetivo aumento do número de utilizadores do transporte público e uma diminuição de utilização de transporte individual, com ganhos ambientais significativos”, detalha a empresa que diz que o impacto estimado da procura, no primeiro ano, é de 9 milhões de novos passageiros na linha Circular e de 5,3% em toda a rede, “este novo anel no centro da cidade vai retirar da superfície 2,6 milhões de veículos de transporte individual por ano e reduzir 4,2 toneladas de CO2”.
“O prolongamento da linha Vermelha entre São Sebastião a Alcântara contribuirá com um acréscimo de 11 milhões de passageiros à rede do Metropolitano de Lisboa e uma redução de 3,7 mil viaturas individuais a circular diariamente na cidade. Esta nova extensão permitirá, ainda, uma redução de 6,2 mil toneladas de CO2 no primeiro ano de operação”, garante.