Por videoconferência e no metaverso, o responsável por produtos do Meta (ex-Facebook) falou na Web Summit de como o mundo digital que a empresa de Mark Zuckerberg tem como objetivo tornar a internet algo mais do que os computadores e smartphones.
“Vamos começar a sentir mais presença e não apenas falar com uma caixa”, disse Chris Cox a partir do palco principal quando estava em Costa Este dos Estados Unidos. “Vai ser como se estivéssemos na sala com alguém, mas a partir da internet”.
De facto, e olhando para o palco central, os avatares que pairavam num dos ecrãs, o metaverso parece assemelhar-se ao jogo “Sims” quando estão em reunião laboral. “Vemos a linguagem corporal e falamos diretamente com a pessoa. As nossas reuniões são agora feitas assim, como se estivéssemos em pessoa”.
Chris Cox, como à semelhança dos seus pares que se apresentou por videochamada, relembrou que o metaverso é algo que o Facebook fala desde os anos 90. “Não é para toda a gente dos dias de hoje mas é uma experiência que queremos fazer e avançar com ela”, assumiu, reconhecendo que o metaverso é algo difícil de explicar.
“As pessoas estão cansadas de videoconferências. Elas não foram criadas para não sabermos para quem estamos a olhar ou para falarmos uns por cima dos outros”, disse.
Durante o tempo de testes e mesmo quando foi apresentado, o CPO do Meta mostra que o feedback tem sido positivo. “As pessoas dizem que é divertido, e têm usado até para o exercício físico, que foi algo que nós nunca nos lembrámos”.
Questionado sobre a possibilidade do metaverso não avançar, Cox lembrou que “algumas tentativas são feitas cedo demais” e que nem todas são aceites mas que até agora, ou seja, durante o desenvolvimento nos últimos cinco anos, tem decorrido conforme o esperado. “Não vamos construir isto sozinhos. As experiências vão ser feitas às claras, como têm de ser”.
Abordando o tema “Facebook Files”, divulgados pela denunciante Frances Haugen que pisou o mesmo palco no primeiro dia, o CPO admitiu que esta é uma “altura difícil” para a empresa mas que não existem comentários a fazer. “Estamos a gastar biliões, temos mais de 40 mil empregados que temos de manter felizes. É infeliz estarmos nesta situação. Mas sabemos que não somos perfeitos e que temos muito a melhorar”.