MEO/Altice: Sindicatos agendam 5.ª ronda negocial e pressionam por aumentos salariais maiores

A próxima reunião ocorre a 18 de fevereiro. Os sindicatos exigem uma valorização mínima de 40 euros e a redução do horário para as 35 horas, solicitando ainda uma audiência com a CEO Ana Figueiredo.

MEO/Altice: Sindicatos agendam 5.ª ronda negocial e pressionam por aumentos salariais maiores
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As negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026 nas empresas da MEO/Altice Portugal entram numa fase decisiva. Os sindicatos (SINTTAV, SNTCT, STT, SINDETELCO, SICOMP, TENSIQ, FE e SINQUADROS), que têm mantido uma frente unida desde o início do processo a 15 de janeiro, anunciaram a agendamento da 5.ª sessão negocial para o próximo dia 18 de fevereiro, logo após o período de Carnaval.

Apesar de a Administração ter apresentado o que classificou como uma “proposta final” a 2 de fevereiro, os sindicatos recusam ceder e apresentaram uma nova contraproposta com efeitos a 1 de julho de 2026. O objetivo é claro: garantir uma resposta efetiva à perda de poder de compra e a valorização das carreiras.

Os principais pontos da proposta dos sindicatos incluem um aumento salarial de 2,75%, garantindo um mínimo de 40 euros de aumento; o salário mínimo na empresa ser de 1.000 e para quem já está ao serviço (um valor acima dos 970 euros propostos pela empresa).

Os sindicatos querem que a Altice/MEO assegure a realização de: 400 movimentos de progressão de carreira (em vez dos 100 oferecidos), com 50% reservados a trabalhadores sem evolução há 10 ou mais anos.

Depois pedem uma redução gradual para as 35 horas semanais sem perda de retribuição. e que o subsídios de pequeno-almoço seja fixado em 3,50 euros, bem como pedem uma atualização do prémio de reforma em 2,75%.

A proposta atual da Altice Portugal prevê um aumento de apenas 2,5% e um subsídio de refeição de 10,46 euros. Para as estruturas sindicais, estes valores são insuficientes face ao “esforço e compromisso diário” dos trabalhadores.

Os sindicatos defendem que a empresa tem “margem financeira” para evoluir e pediram formalmente uma reunião com a CEO, Ana Figueiredo, para avaliar este caderno reivindicativo.

A reunião de 18 de fevereiro será determinante para perceber se a Administração da MEO/Altice está disponível para abdicar da sua “proposta final” em favor de um consenso que evite o escalar do conflito laboral.

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