Um Lugar ao Sol seguido de Uma Mulher” reúne os dois textos de Annie Ernaux sobre a perda dos pais. Dois murros no estômago. Dos leitores e da autora, que neles expurga a morte dos progenitores, momentos infinitamente marcantes na sua vida.
O pai ocupa todo “Um Lugar ao Sol”, publicado em 1984 e vencedor do Prémio Renaudot. “Uma Mulher”, publicado quatro anos depois, centra-se na figura da mãe. Nem biografia, nem romance, ou quiçá tudo isso com incursões pela sociologia e pela história, são dois textos que destilam a ambivalência dos sentimentos que unem filhos e pais e as dores da quebra desse elo vital.
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