Meloni saúda ter prevalecido posição italiana no Pacto de Migrações

“Começou um debate com a Alemanha sobre o pacto, porque este país pediu para adicionar uma alteração que, na minha opinião, dava passos atrás na questão das ONG”, disse Meloni numa entrevista ao canal de televisão Sky TG24.

Meloni saúda ter prevalecido posição italiana no Pacto de Migrações
Giorgia Meloni (1)

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, saudou hoje o facto de ter prevalecido a posição italiana no Pacto Europeu sobre Migração, após a retirada de uma alteração apresentada pela Alemanha sobre ONG.

“Começou um debate com a Alemanha sobre o pacto, porque este país pediu para adicionar uma alteração que, na minha opinião, dava passos atrás na questão das ONG”, disse Meloni numa entrevista ao canal de televisão Sky TG24.

A versão acordada do Regulamento de Crise eliminou o artigo que dizia que as missões de resgate de ONG não podiam ser consideradas razões legítimas para ativar medidas especiais de crise.

A Itália foi o país que mais obstáculos colocou à aprovação do último ponto do acordo, o Regulamento de Crise, e interrompeu as negociações na semana passada durante uma reunião em Bruxelas dos ministros europeus do Interior.

Nessa reunião, a maioria dos Estados-Membros manifestou-se a favor da proposta, incluindo a Alemanha, que se absteve de apoiá-la em julho, mas a Itália pediu tempo para estudar o texto em profundidade, especialmente a questão que tinha ver com uma menção às ONG que realizam operações de resgate no Mediterrâneo e que tinha sido incluída pela Alemanha.

“Não se pode ser solidário senão nas fronteiras de outros”, respondeu no dia seguinte a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em pleno conflito com Berlim sobre o financiamento que o Governo alemão fornece a algumas ONG que depois desembarcam os resgatados nos portos italianos, pela sua proximidade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, descreveu hoje o acordo alcançado como um “sucesso para a Itália”.

Para avançar com o Pacto Europeu sobre Migração era necessária uma maioria qualificada do Conselho, ou seja, pelo menos 55% dos países que representassem pelo menos 65% da população da UE.

Uma vez formalizado, o próximo passo será o início das negociações deste dossiê com o Parlamento Europeu.

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