A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, garantiu, esta segunda-feira, que assume “totalmente a responsabilidade” da decisão da semana passada de impor um imposto bancário único.
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A Itália impôs uma taxa de 40% sobre os lucros extraordinários da banca e o Jornal Económico falou com o especialista João Duque que considerou que esta alternativa aplicada a Portugal não faria sentido. Já a Associação Portuguesa dos Bancos disse que em Portugal a banca já paga impostos sem “paralelo”.
Sobre o imposto italiano, Meloni, citada pela “Reuters”, disse que “faria de novo”. “Porque acredito que as coisas certas devem ser feitas. Esta é uma decisão que tomei (por conta própria)”, sublinhou.
“É uma questão delicada e assumo total responsabilidade por isso”, acrescentou.
Num esforço para fortalecer sua base política, o governo conservador da Itália divulgou a decisão surpresa na segunda-feira passada, apenas para voltar atrás em parte ao esclarecer que havia um limite para os rendimentos 24 horas depois – e depois de ter mudado o limite para aplicar o imposto.
O novo imposto atinge o aumento da receita líquida de juros dos bancos para 2022 ou 2023, em relação a 2021, acima de certos limites.
Fontes disseram à Reuters que, quando a medida foi anunciada, o Tesouro esperava retirar menos de 3 mil milhões de euros do imposto. No entanto, antes do esclarecimento sobre o limite, alguns cálculos de analistas apontavam receitas de até 9 mil milhões de euros.