Mau tempo: Marcelo assegura que “tudo está a ser feito”, mas admite que “estamos no limite”

"O que é possível fazer, a APA [Agência Portuguesa do Ambiente], os presidentes de câmara, as instituições sociais, tudo está a ser feito numa situação em que estamos ali mesmo no limite. Nós estávamos ali a discutir a situação e enquanto discutíamos subiu o nível [de água]. Subiu no espaço de uma hora", disse o Presidente da República.

Mau tempo: Marcelo assegura que “tudo está a ser feito”, mas admite que “estamos no limite”
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O Presidente da República e o Primeiro-Ministro visitaram esta manhã a região de Coimbra, onde se verificou a subida repentina do caudal do Rio Mondego. Marcelo Rebelo de Sousa revelou que o nível da água subiu de forma drástica num curto espaço de tempo, mas assegurou que tudo o que se pode fazer, está a ser feito.

“O que é possível fazer, a APA [Agência Portuguesa do Ambiente], os presidentes de câmara, as instituições sociais, tudo está a ser feito numa situação em que estamos ali mesmo no limite. Nós estávamos ali a discutir a situação e enquanto discutíamos subiu o nível [de água]. Subiu no espaço de uma hora”, disse o Presidente da República.

Em linha com o Presidente, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro reforçou a mensagem de cooperação, destacando o papel fundamental dos autarcas locais. “Vivemos um tempo de grande exigência, de um desafio extremo, estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do Rio Mondego”, afirmou Montenegro.

O líder do Governo deixou ainda uma palavra de confiança às populações afetadas: “A palavra é tranquilidade na medida em que tudo o que pode ser feito, está a ser feito”.

A visita ocorre num momento em que Coimbra iniciou a evacuação preventiva de cerca de três mil pessoas devido ao perigo de rutura de diques na margem esquerda, nomeadamente em Ribeira de Frades e Taveiro.

Depois da reunião, a comitiva deslocou-se até à ponte-açude, que está fechada à circulação, onde foi possível observar a força da água do rio Mondego que passa por ali.

Este é um dos pontos importantes para aferir o risco de cheias na bacia do Mondego, com o sistema dimensionado para um máximo de 2.000 metros cúbicos de água por segundo (m3/s), numa altura em que o caudal já ultrapassava essa marca.

A comitiva dirigiu-se de seguida para o Pavilhão Mário Mexia, onde estão 97 idosos retirados de três lares de idosos da freguesia de São Martinho do Bispo, do concelho de Coimbra, numa visita sem acesso à comunicação social (exceção feita às equipas de comunicação do município e do primeiro-ministro).

No final da visita, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca tinha visto “tantas centenárias” e referiu que as utentes – a maioria mulheres – sentiam-se bem e seguras.

O chefe de Estado elogiou também a evacuação preventiva, feita de forma “atempada”, congratulando-se ainda com “uma maturidade cívica única” por parte das populações afetadas.

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