A Martifer estabeleceu uma parceria com a Ocean Winds para a energia eólica offshore em Portugal. Este consórcio é composto pela EDP e os franceses da Engie.
A companhia de Oliveira de Frades, distrito de Viseu, vai contar uma participação de 10%. A empresa é controlada a 48% pelos irmãos Martins, os seus fundadores, e pela Mota-Engil, com 37,5%.
“A participação da Martifer na parceria é de 10 % e está alinhada com o Plano Estratégico em vigor, nomeadamente na ambição de crescimento e criação de valor sustentado e sustentável na área da Energia, em negócios que potenciam sinergias e cross selling com as restantes áreas de negócio do Grupo, e com parceiros de inequívoca credibilidade e competência”, segundo comunicado enviado hoje à CMVM.
“Esta parceria reúne a vasta e reconhecida experiência internacional da Ocean Winds no desenvolvimento e na operação de parques eólicos offshore, com o conhecimento abrangente e o histórico consolidado da Martifer no mercado português. Ao desenvolver, em conjunto, parques eólicos offshore flutuantes de última geração que fornecerão soluções energéticas sustentáveis e limpas, pretende-se contribuir significativamente para as metas de
energia renovável de Portugal de 2 GW até 2030, alinhadas com os então Planos Nacionais de Energia e Clima (PNEC) da União Europeia”, acrescenta.
A Martifer diz que tem-se destacado na “implementação de soluções inovadoras e sustentáveis, tanto em energias renováveis como em infraestruturas energéticas e esta aliança estratégica visa melhorar o posicionamento da empresa no próximo concurso eólico offshore em Portugal”.
A empresa tem como presidente Carlos Martins e Pedro Duarte como CEO.
Em 2023, a companhia registou lucros de quase 20 milhões de euros, mais 40% face a 2022, com o volume de negócios fora de Portugal e as exportações geraram mais de 70% da faturação total.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi positivo em 34,1 milhões de euros, assim como também os capitais próprios estão no verde (56,2 milhões de euros).
O sector de maior expressão é o da construção metálica e indústria naval, no qual as encomendas somam mais de 750 milhões de euros em contratos em Portugal, Espanha, no Reino Unido, em Angola, França e na Arábia Saudita. Só no ramo da indústria naval, nos Estaleiros de Viana do Castelo (West Sea), a carteira de encomendas no final de 2023 valia 507 milhões de euros.
Na área da energia, a companhia está envolvida no terminal do Porto de Leixões, nomeadamente no fornecimento e instalação de novo viaduto, para recolocação de equipamento elétrico e mecânico. Entre outros projetos, encontra-se a manutenção da fábrica de biodiesel da Enerfuel ou da refinaria de Sines da Galp.
Durante o ano de 2023, a dívida líquida diminuiu de 33 milhões de euros para 8 milhões de euros.