Marcelo defende no Qatar direitos humanos individuais e liberdade para todos

O Presidente da República defendeu hoje no Qatar a importância dos direitos humanos, não só políticos e económicos, mas individuais, a liberdade e a inclusão de todos, incluindo migrantes, e independentemente de orientação sexual e de género.

Marcelo defende no Qatar direitos humanos individuais e liberdade para todos
Rodrigo Antunes/Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa falava em Doha, numa conversa com o Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, sobre educação, iniciativa organizada pela fundação Education For All em conjunto com as Nações Unidas, antes de assistir à estreia da seleção portuguesa de futebol no Campeonato do Mundo do Qatar.

Nesta sessão de diálogo, transmitida na Internet, o chefe de Estado sustentou que para se cumprir o 4.º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas – “o acesso a uma educação inclusiva, de qualidade e equitativa” – é preciso “liberdade para cada um, para todos” e “coesão social”.

Coesão social implica “incluir toda a gente, incluir os pobres” e também “os migrantes”, implica “incluir pessoas com ideias sociais, políticas, económicas diferentes, até com diferentes orientações – nós sabemos que cada país tem a sua maneira de pensar – mas até orientações sexuais e de género”, acrescentou.

A propósito da liberdade, referiu: “Claro, aqui temos somente equipas de futebol masculinas. Mas, por exemplo, em Portugal a maioria dos estudantes do ensino superior são mulheres, a maioria das doutoradas são mulheres, estamos acima da média da Europa, estamos a liderar, e isso é tão importante”.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falou em inglês, apelou a que se aposte e invista no ensino superior, na evolução científica e tecnológica, mas sem esquecer os que não conseguem ter acesso a essa educação, considerando que esta é uma questão de direitos humanos.

“Direitos humanos são direitos sociais, direitos económicos, direitos políticos, mas também direitos individuais, e isso é tão importante. O direito de acesso à educação é vital, faz a diferença. Quando falamos de uma educação de qualidade e inclusiva, falamos do futuro numa visão de longo prazo”, declarou.

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