Em 2022, a DECO foi contactada por 31.500 famílias que pretendiam informação, aconselhamento ou ajuda para reestruturar dívidas e/ou reorganizar o seu orçamento familiar, uma subida de 5% face ao período homólogo. Desse total, 1,6% eram da Região Autónoma da Madeira.
Já no primeiro trimestre, a região representou 0,9% de um total de 7.500 pedidos, segundo o relatório ‘Tempos de Crise 2022/2023 – Um retrato das dificuldades financeiras das famílias'”.
Do total de pedidos de ajuda das famílias, 36% identificaram o aumento do custo de vida como a causa das dificuldades financeiras, seguido pelo desemprego (15%) e pela perda de rendimentos (10%). No primeiro trimestre, as causas são idênticas, mas as percentagens são de 44%, 12% e 10%, pela mesma ordem.
Em 2022, o âmbito dos pedidos de aconselhamento era de reestruturação de créditos (52%), sendo de 64% no primeiro trimestre.
Já nos processos de intervenção, a Madeira representou 2,3% de um total de 2.700 processos. No primeiro trimestre, a região foi responsável por 1% dos 640 processos de intervenção.
A principal causa dos processos de intervenção foi o aumento do custo de vida (24%), seguido pela perda de rendimentos (23%) e desemprego (15%). No primeiro trimestre, as causas são as mesmas, mas as percentagens foram de 30%, 23% e 18%, respetivamente.