Madeira: mais quatro centros de saúde com acesso a dados clínicos após ciberataque

O Serviço Regional de Saúde refere que passam a ser oito os centros de saúde com serviço de atendimento urgente com acesso informático a dados clínicos depois do ciberataque confirmado a 6 de agosto.

Madeira: mais quatro centros de saúde com acesso a dados clínicos após ciberataque
Hospital Nélio Mendonça Madeira

O Serviço Regional de Saúde (SESARAM) informou que desde o passado sábado mais quatro centros de saúde passaram a ter acesso informático a dados clínicos.

Na lista inclui-se os centros de saúde com Serviço de Atendimento Urgente (SAU) de São Vicente, Porto Moniz, Santana, Câmara de Lobos e Calheta.

A instituição acrescenta que desta maneira passam a ser oito os centros de saúde com SAU com acesso informático aos dados clínicos. Na passada sexta-feira já tinha acesso aos dados clínicos, por via eletrónica, os centros de saúde do Porto Santo, Machico e Ribeira Brava.

“Este é o resultado do trabalho gradual, e dentro do que é tecnicamente possível, em dotar os centros de saúde e serviços clínicos com equipamentos informáticos com acesso a dados clínicos. Para além disto, e a título de exemplo, no Centro de Saúde do Porto Santo o acesso já é generalizado para além do serviço urgente”, explica o SESARAM.

O SESARAM volta a reforça o apelo que tem deixado depois do ataque cibernético, confirmado a 6 de agosto, de que foi alvo.

“Os utentes que se desloquem a uma unidade de saúde do SESARAM, sejam portadores de informação que tenham em sua posse. Aos utentes que usem a aplicação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), solicita-se o uso para medicação habitual”, alertou o SESARAM.

A instituição diz que as entidades policiais mantêm-se a investigar o ataque informático.

SESARAM alvo de ataque cibernético

A 6 de agosto o SESARAM deu conta de uma “disfunção” na sua rede informática devido a um ciberataque “deliberado e malicioso” com o “único objetivo de causar danos e de perturbar o normal funcionamento” do Serviço Regional de Saúde da Região Autónoma da Madeira.

“O funcionamento interno do SESARAM está desta forma afetado, comprometendo algumas áreas. O SESARAM está a envidar esforços em conformidade com as autoridades competentes, no sentido de debelar a atual situação”, disse na altura a instituição.

Nessa altura o SESARAM referiu que reportou o sucedido ao Centro Nacional de Cibersegurança e à Comissão Nacional de Proteção de Dados, e aos órgãos de polícia criminal com competência na matéria.

Devido a este ataque cibernético o SESARAM teve que suspender toda a atividade clínica não urgente para 7 de agosto.

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