Macau já arrecadou até setembro mais em impostos sobre o jogo do que em 2023

A taxação aos casinos representou 82,6% de todas as receitas públicas da região semiautónoma chinesa nos nove primeiros meses de 2024, de acordo com dados publicados 'online' pelos Serviços de Finanças de Macau.

Macau já arrecadou até setembro mais em impostos sobre o jogo do que em 2023
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O governo de Macau arrecadou 66,4 mil milhões de patacas (7,61 mil milhões de euros) em impostos sobre o jogo até setembro, mais do que em todo o ano de 2023.

A taxação aos casinos representou 82,6% de todas as receitas públicas da região semiautónoma chinesa nos nove primeiros meses de 2024, de acordo com dados publicados ‘online’ pelos Serviços de Finanças de Macau.

O território tinha fechado o ano de 2023 com 65,3 mil milhões de patacas (7,48 mil milhões de euros) em imposto sobre o jogo.

Nos primeiros nove meses de 2024, os casinos de Macau tiveram receitas de quase 169,4 mil milhões de patacas (18,9 mil milhões de euros), mais 31,3% do que no mesmo período do ano passado.

As seis operadoras de jogo da cidade pagam um imposto direto de 35% sob as receitas do jogo, um imposto de 2,4% do imposto destinado ao Fundo de Segurança Social de Macau e ao desenvolvimento urbano e turístico e um imposto de 1,6% entregue à Fundação Macau para fins culturais, educacionais, científicos, académicos e filantrópicos.

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal.

O mais recente relatório da execução orçamental da região revelou ainda que a receita corrente aumentou 35,5% nos nove primeiros meses de 2024, em termos anuais, para 79,9 mil milhões de patacas (9,16 mil milhões de euros).

Nos nove primeiros meses de 2024, Macau recolheu 78,4% da receita corrente projetada para 2024 no orçamento do território, que é de 102 mil milhões de patacas (11,7 mil milhões de euros).

Com a subida nas receitas, a despesa pública também aumentou 7,8% para 67,3 mil milhões de patacas (7,72 mil milhões de euros), embora o investimento em infraestruturas tenha caído 7,7% para 12,8 mil milhões de patacas (1,47 mil milhões de euros).

Pelo contrário, a despesa corrente subiu 11% para 53,8 mil milhões de patacas (6,17 mil milhões de patacas), devido a um aumento de 13,8% nos apoios sociais e subsídios dados à população e a um crescimento de 4,4% nas despesas com funcionários públicos.

Entre janeiro e setembro, a cidade teve um excedente superior a 13 mil milhões de patacas (1,49 mil milhões de euros) nas contas públicas, quase o dobro do registado no mesmo período de 2023.

O orçamento de Macau para 2024 prevê o regresso dos excedentes nas contas públicas, “não havendo necessidade de recorrer à reserva financeira”, depois de três anos de crise económica devido à pandemia de covid-19.

Desde 2020 que Macau só conseguiu manter as contas em terreno positivo – algo exigido pela Lei Básica (a “miniconstituição” do território) – devido a transferências da reserva financeira, que em 2023 atingiram 10,5 mil milhões de patacas (1,2 mil milhões de euros).

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