Luís Montenegro promete melhores salários e admite aumento extraordinário das pensões

Com o presidente do CDS, Nuno Melo, ao lado, o primeiro-ministro afirmou, este sábado, em Guimarães: "Estamos a olhar pelo Estado social, pela saúde e pela habitação”.

Luís Montenegro promete melhores salários e admite aumento extraordinário das pensões
O primeiro-ministro e líder social-democrata, Luís Montenegro (C), acompanhado líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), Hugo Soares, à chegada para participar na Festa do Pontal, que se realiza no calçadão de Quarteira, 14 de agosto de 2024. O ano passado, na rentrée política do PSD, o partido estava na oposição à maioria absoluta do PS, mas na sequência da Operação Influencer e da demissão de António Costa, as eleições antecipadas de março deram a vitória à coligação liderada por Luís Montenegro, que chega agora ao Pontal como primeiro-ministro. LUÍS FORRA/LUSA

O presidente do PSD prometeu hoje este sábado, 3 de maio, dar mais aos trabalhadores, para que estes retribuam mais ao país, e admitiu novo aumento extraordinário das pensões ainda este ano, mas advertiu que Portugal precisa de estabilidade política.

“O Estado tem de dar mais às pessoas para as pessoas darem mais a todo o país. E olhar para aqueles que já cá estiveram antes de nós e que estão hoje reformados”, declarou Luís Montenegro, líder da AD – coligação PSD/CDS no final de uma arruada pelo centro histórico de Guimarães.

Tendo ao seu lado o presidente do CDS, Nuno Melo, o primeiro-ministro referiu que “há um ano havia muita gente que duvidava e muita gente que lançou o medo sobre a candidatura da AD, dizendo que iria conseguir cumprir as suas promessas.

“Aumentámos o Complemento Solidário para Idosos por duas vezes, demos uma comparticipação de medicamentos de 100% aos idosos que têm mais dificuldades económicas. Valorizámos todas as pensões quando chegámos a meio do ano de 2024”, disse, antes de deixar outra promessa:

“Faremos o mesmo em 2025 se houver condições (financeiras). Atribuímos um suplemento extraordinário a todas as pensões até 1.527 euros. Estamos a olhar pelo Estado social, pela saúde e pela habitação”, completou.

Na sua breve intervenção, o presidente do PSD defendeu que o seu Governo, ao longo do último ano, garantiu “estabilidade financeira, estabilidade económica e estabilidade social”. “Precisamos de estabilidade política, precisamos do reforço da nossa maioria para continuar este projeto, para valorizar os jovens, aqueles que estão a trabalhar e aqueles que já estão reformados”, acrescentou.

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A intervenção do presidente do PSD funciona, habitualmente, como a segunda 'rentrée' do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve, na qual anunciou este ano a reentrada do Estado no capital da REN e criticou o que chamou de "censura moderna", lamentado que os portugueses só conheçam as polémicas e incidentes e o mais importante fique "escondido em notas de rodapé".