Lucros da Corticeira Amorim descem 6,5% para 15,4 milhões no primeiro trimestre

A Corticeira Amorim comunicou esta terça-feira uma redução de lucros no primeiro trimestre do ano. Contas foram penalizadas pelo “contexto desafiante e efeito cambial”, destacou a empresa em comunicação à CMVM.

Lucros da Corticeira Amorim descem 6,5% para 15,4 milhões no primeiro trimestre
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O lucro da Corticeira Amorim recuou 6,5%, para 15,4 milhões de euros, no primeiro trimestre em termos homólogos, tendo as vendas diminuído 8,0% para 211,0 milhões, penalizadas pelo “contexto desafiante e efeito cambial”, foi hoje anunciado.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a corticeira de Mozelos, Santa Maria da Feira, destaca o “impacto negativo” da desvalorização do dólar na evolução das vendas, referindo que, excluído este efeito, o decréscimo teria sido de 6,8%.

“As vendas consolidadas refletem, essencialmente, a pressão dos volumes, que afetou todas as unidades de negócio”, explica.

Segundo detalha, as vendas da Amorim Cork, que representaram 82% do total das vendas consolidadas, foram “também impactadas por um ‘mix’ de produto desfavorável, em particular no segmento de rolhas para vinhos tranquilos”.

Já na unidade de negócio Amorim Cork Solutions, o segmento de pavimentos “contribuiu decisivamente” para a redução de 5,8% das vendas.

Até março, o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) consolidado da Corticeira Amorim totalizou 36,6 milhões de euros, abaixo dos 39,3 milhões do período homólogo. Ainda assim, registou-se uma melhoria da margem EBITDA, para 17,3% (17,1% no primeiro trimestre de 2025).

“Apesar dos efeitos negativos da desalavancagem operacional e do ‘mix’ de produto, o impacto positivo do consumo de matérias-primas cortiça adquiridas a preços mais favoráveis e da redução dos custos operacionais suportou a rentabilidade no primeiro trimestre do ano”, justifica a corticeira.

No final de março, a dívida remunerada líquida da Corticeira Amorim ascendia a 42,5 milhões de euros, menos 33,4 milhões do que no final de 2025 (75,9 milhões de euros), refletindo essencialmente a geração de fluxos de caixa e a redução das necessidades de fundo de maneio.

Citado no comunicado, o presidente e presidente executivo (CEO) da Corticeira Amorim, António Rios de Amorim, afirma que o ano arrancou “com um contexto global bastante adverso e de incerteza, que impactou a confiança de uma grande maioria dos clientes, em particular daqueles cuja atividade se vê afetada pela alteração de hábitos de consumo de bebidas alcoólicas”.

Ainda assim, e apesar da situação geopolítica, da guerra e dos seus impactos na inflação global, Rios de Amorim acredita numa “reação ao longo do ano que tentará contrariar as perspetivas mais negativas”.

“Do nosso lado, estamos a adaptar a Corticeira Amorim às atuais circunstâncias, reforçando a solidez do nosso balanço e lançando ações para podermos crescer mais nas áreas com maior potencial de desenvolvimento da empresa”, refere.

“As nossas pessoas, a proximidade aos clientes, o portefólio de produtos, a diversidade de mercados e geografias e o potencial reconhecido nas vantagens competitivas da cortiça são, para nós, um motivo de grande esperança que deverá permitir-nos escalar na nossa atividade”, acrescenta.

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