JP Morgan com lucros a subirem 67% no segundo trimestre

O JPMorgan registou uma subida dos lucros maior do que o esperado no segundo trimestre, tendo beneficiado de um aumento da receita de juros do crédito e da compra do First Republic Bank.

JP Morgan com lucros a subirem 67% no segundo trimestre
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O lucro do JP Morgan subiu 67% no segundo trimestre face ao período homólogo para os 14.472 milhões de dólares (cerca de 12.944 milhões de euros), devido à incorporação do First Republic Bank, anunciou o maior banco dos EUA em ativos sob gestão esta sexta-feira, 14 de julho. Sem a integração do banco de média dimensão, que esteve à beira do colapso durante a crise bancária norte-americana, os lucros do JPMorgan tinham crescido apenas 40%.

Os lucros no trimestre que terminou a 30 de junho, de 14,47 mil milhões de dólares, representam 4,75 dólares por ação. Excluindo os custos não recorrentes, o banco lucrou 4,37 por ação, confortavelmente acima da estimativa média dos analistas que era de 4,00 dólares por ação.

O JPMorgan registou uma subida dos lucros maior do que o esperado no lucro do segundo trimestre, tendo beneficiado de um aumento da receita de juros do crédito e da compra do First Republic Bank.

As ações do maior banco dos EUA sobem 2,6% nas negociações pré-mercado, avança a Reuters.

Os resultados do segundo trimestre para os grandes bancos dos EUA começou com o JP Morgan e o CEO Jamie Dimon a assegurar, aos investidores, que a economia permanecia resiliente e que o poder de compra dos consumidores permanece saudável, o que faz com que o consumo se mantenha, ainda que esteja a abrandar.

O CEO acredita, no entanto, que ainda há riscos para o banco no imediato.

O banco comprou a maioria dos activos do falido First Republic Bank, num negócio apoiado pelo Governo, em maio, após semanas de turbulência no sector.

Este facto reforçou a sua receita líquida de juros (NII), que mede a diferença entre o que os bancos ganham com os empréstimos e o que pagam pelos depósitos.

A margem financeira do banco, que também tem ganho com as altas taxas de juros, foi de 21,9 mil milhões de dólares, um aumento de 44%, ou 38% excluindo o First Republic.

O banco previa uma margem financeira de cerca de 87 mil milhões de dólares para o ano inteiro, superior aos 83,37 mil milhões de dólares esperados por Wall Street, de acordo com os dados do Refinitiv IBES, citados pela Reuters.

 

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