Jefferies vê BCP preparado para alcançar metas “ambiciosas” do plano estratégico

O banco apresentou um plano estratégico "ambicioso" que deve conseguir cumprir, diz a Jefferies, questionando, porém, a meta definida para a concessão de crédito quando se prevê um crescimento apenas moderado em 2025 e 2026.

Jefferies vê BCP preparado para alcançar metas “ambiciosas” do plano estratégico
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O plano estratégico até 2028 apresentado pelo BCP é “ambicioso”, mas o banco liderado por Miguel Maya está preparado para alcançar as metas a que se propõe, pelo menos na sua maioria, considera a Jefferies, que mantém a recomendação de compra para as ações da instituição financeira. O objetivo para a concessão de crédito é a única interrogação para os analistas.

“As metas apresentadas no âmbito do plano estratégico são ambiciosas. No entanto, consideramos que o BCP está bem posicionado para cumpri-las”, escrevem os analistas da Jefferies numa nota divulgada esta quarta-feira. O banco liderado por Miguel Maya prevê alcançar uma rentabilidade dos capitais próprios acima de 13,5% e avançar com uma distribuição de dividendos de até 75% do resultado líquido acumulado entre quatro mil milhões e 4,5 mil milhões de euros entre 2025 e 2028.

“Projetamos que o payout estará no topo do intervalo de até 75% entre 2025-2028, terminando o ano de 2028 com um rácio de capital CET1 de 14,5%”, acima dos 13,5% previstos.

“O banco quer ainda ter uma carteira de crédito de 70 mil milhões de euros até 2028”, afirmam, notando que “estamos mais conservadores relativamente ao crescimento do BCP em Portugal” nessa vertente, com a meta definida a obrigar a um crescimento de 18% dos empréstimos concedidos até 2028, face ao terceiro trimestre de 2024″.

“Pensamos que isso será difícil de alcançar, especialmente numa altura em que prevemos que o crescimento do crédito seja moderado em 2025 e 2026 e que acelere na segunda metade do plano estratégico”, concluem os analistas.

“Mais importante ainda, acreditamos que a distribuição de resultados pelos acionistas estará no limite superior do intervalo de ‘até 75%’ entre 2025 e 2028, ao mesmo tempo que terminará o ano fiscal de 2028 com um rácio de capital CET1 de 14,5% (versus >13, 5% do plano estratégico)”, avançam os analistas.

“Prevemos lucros acumulados de 4,07 mil milhões de euros, no limite inferior da previsão do BCP de 4-4,5 mil milhões de euros. Embora acreditemos que o BCP será capaz de superar as metas da rentabilidade do Custo do Risco, temos uma visão um pouco mais conservadora em relação ao crescimento do crédito e dos recursos de clientes”, acrescentam.

O banco de investimento Jefferies sobe o preço alvo das ações do BCP de 0,54 euros para 0,55 euros e mantém recomendação de compra

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