Jato privado usado por Horta-Osório durante a pandemia já foi vendido

O avião da polémica, que esteve na base do que levou à saída do gestor da liderança do Credit Suisse, já "voou" para fora dos bens detidos pelo banco suíço.

Jato privado usado por Horta-Osório durante a pandemia já foi vendido
Antonio Horta Osorio 2

O jato privado utilizado por António Horta-Osório quando era presidente do Credit Suisse foi vendido pelo UBS que comprou o banco suíço.

De acordo com a imprensa internacional, o jato privado Dassault Falcon 7X, que foi utilizado pelo gestor português para assistir a eventos desportivos em pleno período de confinamentos ditados pela pandemia, já não se encontra entre os bens detidos pelo Credit Suisse.

Recorde-se que Horta-Osório abandonou a presidência do Credit Suisse no início do ano passado após nove meses à frente dos destinos desta instituição. O motivo que levou a esta saída esteve relacionado precisamente com o incumprimento das regras decretadas durante a pandemia, na sequência de uma investigação da direção sobre pelo menos duas violações da quarentena e utilização dos jactos corporativos do banco.

Aquando da viagem a Londres, em julho, a Suíça estava na lista âmbar do Reino Unido que obrigava os viajantes a permanecer em quarentena durante 10 dias à chegada.

O jogo de futebol de Wembley foi mais tarde classificado pela Public Health England como um evento “superspreader”, com 2.295 pessoas que compareceram e que foram consideradas “susceptíveis de transmitir o vírus”.

O banqueiro recebeu 3,8 milhões de SFr (4,1 milhões de dólares), incluindo um pagamento em dinheiro de 1,1 milhões de SFr – o equivalente a três quartos dos seus direitos caso tivesse cumprido um ano inteiro.

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