IVA zero. “Se preços vão subir nos próximos 15 dias? Não faz sentido pensar assim”, garante distribuição

Em entrevista à "RTP" e questionado sobre a possibilidade dos consumidores não verem refletida a suspensão do IVA nos produtos alimentares definidos neste acordo, Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da associação que engloba as empresas de distribuição, negou por completo essa ideia.

IVA zero. “Se preços vão subir nos próximos 15 dias? Não faz sentido pensar assim”, garante distribuição
Secretário-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), através do diretor-geral, Gonçalo Lobo Xavier, considera que não faz sentido a ideia de que os preços possam vir a subir nos próximos quinze dias para compensar a suspensão do IVA em 44 bens alimentares definidos no acordo estabelecido esta segunda-feira entre Governo, distribuição e produtores.

Em entrevista à “RTP” esta terça-feira, e questionado sobre a possibilidade dos consumidores não verem refletida a suspensão do IVA nos produtos alimentares definidos neste acordo, Gonçalo Lobo Xavier negou por completo essa ideia: “Não faz sentido pensar que o preço vai subir tanto até lá que a descida no IVA não vai refletir-se nas contas dos portugueses. São empresas sérias que são auditadas e escrutinadas”, referiu.

Para o líder da APED, que garante o cumprimento “integral” da legislação, “este pacto é um sinal muito importante que todos os interlocutores da cadeia de distribuição estão a dar, num esforço para combater a inflação”.

“Há uma coisa que lhe posso garantir: vamos ter 15 dias para implementar o diploma após a data de aprovação do diploma. Que o IVA vai descer de 6% para zero nestes produtos isso não há qualquer dúvida. Na véspera da medida entrar em vigor há um preço, no dia a seguir o preço será reduzido 6%”, destacou.

A Deco alertou esta terça-feira que será necessário um acompanhamento dos preços até à entrada em vigor da suspensão do IVA em 44 produtos alimentares para que se perceba se de facto esta medida vai repercutir-se na conta final.

Em declarações à “SIC Notícias”, Rita Rodrigues, responsável por relações institucionais da Deco, colocou especial ênfase neste período de 15 dias e no acompanhamento referente à evolução dos preços destes 44 bens alimentares.

“É preciso monitorizar os preços, e vamos continuar a fazê-lo como fazemos sempre, mas colocar especial foco no acompanhamento dos preços até à entrada em vigor da medida para depois perceber se o IVA está a ser reduzido ou não”, referiu esta responsável.

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