IVA Zero. Confederação das PME considera ser uma “mão cheia de nada”

A lei entrou esta terça-feira em vigor e a entidade considera que na verdade esse ajuste só irá ocorrer ao longo dos próximos 15 dias na maior parte dos centros comerciais.

IVA Zero. Confederação das PME considera ser uma “mão cheia de nada”
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A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas considera que a entrada em vigor esta terça-feira, 18 de abril, do IVA Zero no cabaz de alimentos não passa de uma “mão cheia de nada”.

“Uma lei que passou semanas a ser anunciada como a solução quase milagrosa para os problemas que afetam os portugueses e afinal não passa de uma mão cheia de nada”, indica a entidade em comunicado publicado esta terça-feira.

Isto porque, refere o organismo embora tenha sido criada nos consumidores a expetativa de que os preços do cabaz de produtos essenciais seriam mais baixos a partir de hoje, “a verdade é que, na maioria dos estabelecimentos comerciais, esse ajuste só irá ocorrer ao longo dos próximos 15 dias”.

O organismo acrescenta também que a promessa de monitorização dos preços é uma “impossibilidade real” para o retalho, tornando as prometidas fiscalizações “uma anedota”, dando o exemplo da redução da taxa de IVA da margarina, que, em muitos casos, é comercializada a preços superiores aos de então.

Alerta ainda a confederação de que na semana passada não estava claro o fundamento legal da isenção, sendo publicada nesse mesmo dia uma tabela com dois novos fundamentos e com a indicação do que deveria ser usado neste caso.

“Pois pasme-se que, no dia de hoje, os contribuintes que comunicam directamente (web service) com a Autoridade Tributária não conseguem fazê-lo, pois o respectivo código não foi introduzido nos servidores do Estado”, indica o comunicado.

Entretanto, a confederação sublinha que os 75 mil restaurantes nacionais continuam sem ver devidamente explicado o seu regime, ou seja, que “a isenção zero nas compras dos produtos do anunciado cabaz não pode ser repercutida nos seus preços aos clientes, sendo obrigados a cobrar-lhes 13% e a entregá-los ao Estado”.

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