Israel: Operações humanitárias vão cessar em Gaza em 48 horas por falta de combustível

“A operação humanitária em Gaza será interrompida nas próximas 48 horas, uma vez que nenhum combustível foi autorizado a entrar em Gaza”, que está cercada pelas tropas israelitas, declarou Thomas White na rede social X (antigo Twitter).

Israel: Operações humanitárias vão cessar em Gaza em 48 horas por falta de combustível
Lusa

O responsável da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) em Gaza alertou hoje que as operações humanitárias vão cessar dentro de 48 horas, já que não foi permitida a entrada de combustível no território.

“A operação humanitária em Gaza será interrompida nas próximas 48 horas, uma vez que nenhum combustível foi autorizado a entrar em Gaza”, que está cercada pelas tropas israelitas, declarou Thomas White na rede social X (antigo Twitter).

“Esta manhã, dois dos nossos principais subcontratantes de distribuição de água pararam de funcionar – simplesmente ficaram sem combustível –, o que vai privar 200 mil pessoas de água potável…”, sublinhou o responsável da ONU.

Segundo White, “nenhum combustível entrou em Gaza desde 07 de outubro”.

“Uma decisão difícil – combustível para um hospital ou combustível para produzir água potável – ambos salvam vidas. Infelizmente, esta não é uma hipótese”, lamentou.

Na Faixa de Gaza, mais da metade dos 2,4 milhões de habitantes estão deslocados e agora estão totalmente dependente da ajuda humanitária para sobreviver, argumentou o funcionário da UNRWA.

Os ataques levados a cabo pelo grupo islamita Hamas – considerado terrorista pela União Europeia, Estados Unidos e Israel – em 07 de outubro causaram a morte de cerca de 1.400 pessoas e mais de 240 foram raptadas em Israel.

As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo grupo islamita Hamas, contabilizaram no domingo 11.180 mortos, 3.250 desaparecidos nos escombros, 28.200 feridos e 1,5 milhões de deslocados, enquanto mais de 180 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas ou em ataques de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

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