Israel aprofunda intervenção militar na Cidade de Gaza

Enquanto o exército avança na cidade - onde só esta manhã já matou cinco dezenas de palestinianos - o líder da oposição, Yair Lapid, diz que a operação militar é "amadora e desleixada".

Israel aprofunda intervenção militar na Cidade de Gaza
Israel Yair Lapid

As forças militares terrestres israelitas estão a avançar mais profundamente na Cidade de Gaza e a mover-se em direção ao seu centro – provocando a debandada de milhares de palestinianos que ali se encontravam, muitos deles já em regime de refugiados. Os militares estão preparados para continuarem as operações pelo tempo que for necessário para derrotar o Hamas, adiantou fonte militar citadas pela imprensa.

As mesmas fontes dizem ainda que os militares pretendem conduzir operações na Cidade de Gaza rapidamente. E também priorizarão a segurança de reféns e civis – coisa que manifestamente tem faltado ao longo da guerra na Palestina.

O bairro de Tel Al-Hawa, no sudoeste da Cidade de Gaza, está entretanto a ser testemunha das mais intensas operações de bombardeamento e demolição desde o início da guerra, disseram observadores citados pela imprensa. As forças israelitas estão a usar robôs carregados de explosivos para derrubar prédios inteiros – com os estilhaços e destroços dessas explosões a caíram a centenas de metros de distância.

Às primeiras horas do dia, os carros de combate estavam estacionados no limite da Cidade de Gaza. Entretanto, um oficial das Forças de Defesa de Israel disse que tropas terrestres estão agora a mover-se mais para dentro da cidade, em direção ao centro, e que o número de soldados aumentaria nos próximos dias para enfrentar até três mil combatentes do Hamas que as IDF acreditam que ainda estejam na cidade. Moradores da Cidade de Gaza afirmam estarem a ser submetidos a bombardeamentos “pesados ​​e implacáveis”, refere uma reportagem da Al Jazeera. Que adianta também que pelo menos 48 palestinianos foram mortos desde o amanhecer.

Por outro lado, o líder da oposição israelita, Yair Lapid, antigo primeiro-ministro centrista, criticou duramente a decisão do primeiro-ministro Netanyahu de lançar a invasão terrestre na Cidade de Gaza, classificando a sua conduta como “amadora e desleixada”. Em entrevista ao órgão de comunicação social israelita, o ‘Ynet’, Lapid manifestou perplexidade pela falta de clareza sobre qual é o “quadro final” para Gaza e “como traremos de volta os reféns, como terminaremos a guerra”. “Tudo é amador, desleixado, arrogante e improvisado, e depois queixa-se do isolamento internacional. “Isto não faz sentido. Nunca ouvi falar, em todos os meus anos, de uma operação militar sem objetivo político. Estão a enviar o exército para combater. Soldados serão mortos, reféns serão mortos, e ninguém percebe qual é o objetivo.”

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