O ministro do Petróleo e Recursos Minerais de Timor-Leste, Francisco Monteiro, garantiu esta terça-feira fornecimento de combustível para os próximos dois meses e admitiu a intervenção do Governo caso os preços disparem devido ao conflito no Médio Oriente.
“Até ao momento, não estamos numa fase crítica no que toca a soluções, mas a segurança do abastecimento de combustíveis mantém-se estável e assegurada para os próximos dois meses”, afirmou Francisco Monteiro, em conferência de imprensa.
O ministro falava aos jornalistas após a subida do preço dos combustíveis em Timor-Leste, na sequência do conflito no Médio Oriente, e depois de críticas da oposição política, que acusou o Governo de não prestar esclarecimentos à população.
“O Ministério do Petróleo garante ao público que a segurança energética, em termos de reservas de combustível, está assegurada para os próximos meses”, insistiu o governante.
O ministro explicou também que há uma “coordenação muito intensiva” com as empresas fornecedoras de combustíveis ao país e na semana passada foi realizada uma reunião para “discutir abertamente o que cada entidade está a fazer e tem previsto fazer nos próximos tempos”.
Relativamente ao aumento dos preços dos combustíveis no país, Francisco Monteiro explicou que Timor-Leste adotou o mercado livre e que o seu custo será sempre afetado pelo mercado mundial.
O ministro salientou que o Governo poderá adotar medidas caso o preço do petróleo continue a subir.
“Serão tomadas medidas apropriadas para minimizar, tanto quanto possível, os impactos negativos na economia caso os preços aumentem significativamente”, disse.
Francisco Monteiro acrescentou que não há motivo para alarme e que existe uma coordenação entre todas as entidades envolvidas.
“Devemos manter a confiança. Quanto à questão dos preços, estamos a acompanhar a situação e, a curto prazo, o Governo deverá adotar algumas medidas para minimizar ao máximo os impactos”, acrescentou.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.