A Heineken lançou um anúncio que está a gerar alguma controvérsia online, com os internautas a repartilhar o hashtag BoycottHeineken (boicote à Heineken).
A publicidade da Heineken mostra idosos a dançar numa discoteca e depois a correr na praia para mergulhar. No fim surge a mensagem: “A noite pertence aos vacinados. Está na altura de te juntares a eles”.
Rapidamente diversos internautas ofendidos no Twitter criaram o #BoycottHeineken pelo facto de a marca estar a apelar à vacinação, que não é obrigatória, apesar de ser totalmente recomendada pelas autoridades de saúde e governos mundiais. Segundo a agência financeira “Bloomberg”, algumas pessoas enviaram vídeos a abrir garrafas da cervejaria e despejando-as nas pias de cozinha como forma de protesto. Alguns utilizadores do Twitter descreveram o anúncio como propaganda pró-vacinação.
#BoycottHeinekenhttps://t.co/g4OwdlSlu7
— Jimme Nieuws (@JimmeNieuws) July 9, 2021
Sobre a publicidade, um porta-voz da empresa explicou, em comunicado, que o anúncio é “tudo sobre apoiar a indústria da hotelaria e voltar aos bares e restaurantes com segurança para que possamos estar todos juntos novamente”. No ano passado, a Heineken, que tem um grande pub no Reino Unido, ofereceu vouchers durante o confinamento que os cliente poderiam trocar por canecas quando os bares reabrissem.
A segunda maior cervejeira do mundo junta-se assim a empresas que têm implementado campanhas publicitárias e políticas corporativas para promover a inoculação. Os principais executivos estão cada vez mais posicionados na vanguarda do combate ao sentimento anti-vacinal, que está a marcar países como Estados Unidos, França e Rússia.
A cerveja Budweiser, da Anheuser-Busch InBev, decidiu não divulgar publicidade durante o Super Bowl em fevereiro pela primeira vez em 40 anos e, em vez disso, alocou esse dinheiro para as campanhas pró-vacinação do Conselho de Publicidade. As imunizações vão “libertar as pessoas”, disse o ex-CEO Carlos Brito na altura.