Grão Pará declarada insolvente pelo Tribunal

A apresentação a processo de insolvência foi deliberada na assembleia geral de 23 de julho, e a empresa apresentou-se sexta-feira, 22 de agosto, à insolvência, junto do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo de Comércio, tendo recebido agora a declaração de insolvência proferida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

Grão Pará declarada insolvente pelo Tribunal
Autódromo do Estoril

A sociedade Imobiliária Construtora Grão-Pará recebeu a declaração de insolvência do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

Em comunicado ao mercado, a empresa que tem Abel Pinheiro como administrador e que ficou célebre construído o Autódromo do Estoril  diz que “conforme Notificação de Sentença, datada de 08 de setembro de 2025, proferida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo de Comércio – Juiz 4, no âmbito do Procº de apresentação à Insolvência 19185/25.7TBLSB, foi declarada a Insolvência da Sociedade Imobiliária Construtora Grão Pará”.

A apresentação a processo de insolvência foi deliberada na assembleia geral de 23 de julho, e a empresa apresentou-se sexta-feira, 22 de agosto, à insolvência, junto do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo de Comércio, tendo recebido agora a declaração de insolvência proferida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

Segundo adiantou a empresa, na convocatória da AG, a sociedade não tem há vários anos qualquer exploração ou atividade comercial, não gerando assim “quaisquer proventos”.

De acordo com uma notícia da Lusa, nos últimos 15 anos, a construtora acumulou resultados negativos, com exceção de 2024, quando teve um lucro de 617.724,43 euros. No entanto, este resultado positivo deveu-se à reversão da imparidade do saldo da associada Grão-Pará Agroman.

A empresa subsistiu nos últimos anos devido a empréstimos contraídos por Abel Pinheiro (administrador do grupo) e pelos seus familiares diretos, que ascendem a mais de 1,5 milhões de euros. Os vários membros do Conselho de Administração têm vindo a desempenhar funções de forma gratuita.

A Grão Pará já foi dona do Autódromo do Estoril e nos últimos anos estava num longo litígio com o Governo da Madeira por causa de uns terrenos nas imediações do aeroporto do Funchal.

A empresa tem terrenos perto do aeroporto da Madeira, perto do autódromo do Estoril e no Algarve, com vários projetos.

O grupo já vinha alertando que a sua viabilidade dependia das ações judiciais contra a Região Autónoma.

 

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“A Imobiliária Construtora Grão Pará vem informar o mercado e o público em geral que, na sequência da deliberação tomada em assembleia geral de 23 de julho do corrente ano, apresentou hoje [sexta-feira, 22 de agosto] à insolvência, junto do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo de Comércio”, lê-se no comunicado enviado à CMVM.