O Governo propôs esta quinta-feira aos parceiros sociais aumentar o benefício anual do IRS Jovem, puxando a isenção de imposto prevista no primeiro ano de 30% para 50%. Desta forma, os jovens terão mais rendimento disponível no fim de cada mês.
De acordo com a proposta apresentada em Concertação Social, a que o Jornal Económico teve acesso, o IRS Jovem passará a dar direito a uma isenção de 50% no primeiro ano, 40% no segundo, 30% no terceiro e quarto e 20% no quinto. Além disso, os limites máximos do benefício em cada ano vão subir.
Hoje, o IRS Jovem corresponde a um benefício de 30% no primeiro e segundo anos (até 3.324 euros), 20% no terceiro e quarto anos (até 2.216 euros) e 10% no último ano (até 1.108 euros), o que significa que o reforço proposto pelo Governo é considerável.
O IRS Jovem é um programa que dá uma isenção parcial sobre os rendimentos do trabalho dependente durante os primeiros anos da vida ativa dos jovens, após a conclusão do ciclo de estudos.
Para os mais jovens, o Governo propôs, também no âmbito do acordo de rendimentos e competitividade, a criação de programa anual de apoio à contratação sem termo de jovens qualificados com salários iguais ou superiores a 1.320 euros.
Notícia atualizada às 19h42