Governo prepara título intermodal nacional. 1,8 mil milhões e 195 comboios escrevem agenda ferroviária

A novidade foi tornada pública esta segunda-feira pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, após um balanço sobre o título de transporte lançado em outubro de 2024, que o governante classificou como um "sucesso". Até ao momento, foi vendido um milhão de passes desta modalidade.

Governo prepara título intermodal nacional. 1,8 mil milhões e 195 comboios escrevem agenda ferroviária
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, após levantar o Passe Ferroviário Verde na bilheteira da CP e de partida, num comboio Intercidades, entre as estações de Santa Apolónia e Santarém, para assinalar o primeiro dia de entrada em vigor do novo título de transporte, em Lisboa, 21 de outubro de 2024. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Depois do passe ferroviário verde, que já juntou 20 milhões de euros às contas da CP – Comboios de Portugal, o Governo prepara-se para lançar um passe intermodal. A estratégia envolve 1,8 mil milhões de euros, o “maior investimento de sempre em comboios”, e 195 automotoras, mas será preciso um ano para que todas as aprovações legais estejam concluídas.

A novidade foi tornada pública esta segunda-feira pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, após um balanço sobre o título de transporte lançado em outubro de 2024, que o governante classificou como um “sucesso”. Até ao momento, foi vendido um milhão de passes desta modalidade.

O Executivo começou a trabalhar na nova solução, e as empresas públicas já estão envolvidas nos trabalhos. “O Governo tem vindo a trabalhar, e ainda na semana passada reunimos com as grandes empresas de transportes do setor público, e sinalizámos a vontade de rapidamente apresentarmos um passe que tenha caráter nacional”, comunicou aos jornalistas Miguel Pinto Luz, numa conferência na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.

“O passo verde ferroviário foi um sucesso e estamos a trabalhar para nos próximos meses podermos apresentar uma solução de um passe intermodal, mas à escala nacional”, revelou.

O título tem um custo mensal de 20 euros e foi criado no âmbito da estratégia do Governo de apostar na ferrovia.

“O alargamento da oferta do Passe Ferroviário Verde gerou uma solução de mobilidade mais sustentável e mais digital, que é reconhecida pelos passageiros. Com uma política de mobilidade focada na integração, o Passe Ferroviário Verde torna-se um importante acelerador dessa visão, complementando a mobilidade diária com trajetos de longo curso”, referiu o Ministério num comunicado enviado esta segunda-feira.

Irão: Acreditamos que a oferta da TAP continuará a ser garantida, diz Miguel Pinto Luz

Na mesma conferência, houve espaço para perguntas sobre a TAP, com o ministro a reiterar que a oferta da companhia continuará em cima da mesa. Sobre um cenário de cancelamento de voos, dados os limites de  ‘stock’ de combustível para o setor, Pinto Luz garantiu que o Executivo de Luís Montenegro tem estado em contacto com as empresas petrolíferas.

“É um problema internacional e à escala europeia, que estamos a acompanhar de perto e queremos garantir que nada falhe nos próximos meses a esse respeito”, afirmou. “Como devem calcular, não vou antecipar, mas acreditamos que não, acreditamos que a oferta continuará a ser garantida”, respondeu, rejeitando, para já, que haja o cancelamento de voos.

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Segundo o governante, o executivo já sinalizou essa intenção às empresas públicas do setor. “O Governo tem vindo a trabalhar, e ainda na semana passada reunimos com as grandes empresas de transportes do setor público, e sinalizámos a vontade de rapidamente apresentarmos um passe que tenha caráter nacional”, avançou Miguel Pinto Luz durante a apresentação do balanço do passe ferroviário verde na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.