O valor de mercado da Garmin triplicou em 15 anos e alcançou os 188 mil milhões de euros, apesar das adversidades impostas pelos gigantes do sector das tecnologias. Ao longo dos anos, a empresa adaptou-se às circunstâncias e na atualidade destaca-se pela venda de relógios inteligentes de luxo, indicados para a prática desportiva.
As chamadas big tech (Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft e Apple) somam quase 60% do volume de vendas, receitas e investimento em investigação e desenvolvimento, de entre todas as empresas tecnológicas. Uma situação que, ao longo dos anos, complicou a vida aos responsáveis da Garmin, mas os bons resultados da marca comprovam que soube adaptar-se.
A empresa foi fundada em 1989 e foi pioneira na oferta de serviços comerciais de navegação GPS, sendo que em 2008 contava com uma quota de mercado de quase um terço, nesse âmbito. De resto, a Garmin registava vendas na ordem de dois mil milhões de dólares anuais (1,88 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual), o que correspondia a 70% do total da marca.
Foi então que o Google Maps (aplicação da Google para navegação) foi lançado para dispositivos Android e, alguns anos mais tarde, na Apple. Uma situação que fez o volume de vendas do GPS cair a pique e obrigou a Garmin a adaptar-se.
A tecnológica virou-se para os smartwatches (relógios inteligentes), através dos quais disponibilizava serviços de GPS e medição do ritmo cardíaco em aparelhos que eram resistentes à água. Entre 2008 e 2014, a Garmin expandiu-se neste segmento, da estaca zero até um volume de vendas na ordem de mil milhões de dólares (0,94 milhões de euros) por ano.
Gradualmente, a Garmin cimentou-se no nicho de mercado dos relógios desportivos de luxo, com preços que chegam aos três mil dólares (2,82 mil euros). As receitas anuais neste âmbito ultrapassam os cinco mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros), valor correspondente a 60% do volume de vendas da empresa.