Galp já é a empresa mais valiosa do PSI 20

Galp, EDP e Jerónimo Martins já valem mais de dez mil milhões de euros.

Galp já é a empresa mais valiosa do PSI 20
Man looks at screens showing stock information at brokerage house in Hubei province

Os mercados esta semana foram marcados por boas notícias para o principal índice nacional, que avançou 1,3% nas últimas quatro sessões. A Galp e a Petrobras assinaram um memorando com vista a reforçar a parceria estratégica que existe há cerca de 15 anos. O principal objetivo deste acordo passa por cimentar as atividades de exploração, desenvolvimento e produção que as companhias desenvolvem um pouco por todo o mundo.

A queda do preço do petróleo observada sobretudo na primeira metade do ano foi responsável pela pressão exercida nas rentabilidades do setor. Assim, o reforço desta parceria tem alimentado a expectativa nos investidores de retornos no médio/longo prazo resultantes da exploração de novos poços de petróleo e gás. Além disso, a subida recente no preço da matéria-prima tem contribuído para a evolução positiva da cotação da petrolífera nacional. De tal forma que coloca a empresa como campeã na capitalização bolsista no conjunto de empresas que compõem o índice – tendo já ultrapassado a gigante EDP no campeonato das empresas mais valiosas do PSI 20.

A valorização recente da Jerónimo Martins, provocada essencialmente pela divulgação dos resultados operacionais superiores à expetativa dos analistas, bem como o crescimento da quota de mercado onde a empresa tem presença, permitiu ainda que, no início desta semana, o pódio das empresas do índice nacional com capitalização bolsista superior a dez mil milhões fosse completado pela presença da retalhista.

De uma forma genérica, quanto mais elevada for a capitalização bolsista do conjunto de empresas que compõem o índice melhor para a visibilidade e atratividade das respetivas empresas. Considerando as políticas de ‘asset allocation’ (alocação de ativos) de muitos fundos de investimento, ultrapassar a fasquia dos dez mil milhões de euros de capital em bolsa coloca as empresas nos radares dos principais gestores de fundos, aumentando a sua procura e liquidez.

Por outro lado, a dívida soberana nacional tem estado debaixo de elevada pressão como resultado da negociação do Orçamento do Estado para 2017 com a esquerda parlamentar e com a Comissão Europeia. As exigências avançadas pelo Bloco de Esquerda, bem como pelo Partido Comunista poderão levar o governo chefiado por António Costa a adotar medidas que desagradam os mercados financeiros. Esse desagrado tem estado visível no comportamento das ‘yields’ da dívida a dez anos para os níveis observados em fevereiro último – período em que o Orçamento do Estado para 2016 estava a ser apresentado. As ‘yields’ a dez anos seguem a cotar nos 3,37%.