Francisca Dias é a nova “Chefe do Ano” de 2026

Nesta edição, os seis finalistas foram desafiados a criar um menu completo que valorizasse as raízes da gastronomia portuguesa e privilegiasse produtos de origem nacional.

Francisca Dias é a nova “Chefe do Ano” de 2026
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A chef Francisca Dias, do restaurante Esteva, em Borba, venceu hoje a 37.ª edição do concurso Chefe do Ano, o mais antigo certame nacional de cozinha, cuja final decorreu na antiga Fábrica Pardal Monteiro, em Sintra.

Francisca Dias, de 34 anos, conquistou o júri com um menu composto por “Nabiças, bimi e requeijão”, como entrada vegetariana, “Línguas de bacalhau, pão e couve”, no prato de peixe, “Cozido de grão”, no prato de carne, e “Miso, pera e baunilha”, com Pera Rocha, na sobremesa.

“Ouvir o meu nome como vencedora foi uma explosão de alegria. Esta é uma distinção atribuída pelos meus pares e, por isso, é muito importante para mim. Este menu diz muito sobre quem sou e sobre o que faço atualmente no meu restaurante. Sinto-me feliz”, afirmou a vencedora, citada em comunicado.

Nesta edição, os seis finalistas foram desafiados a criar um menu completo que valorizasse as raízes da gastronomia portuguesa e privilegiasse produtos de origem nacional.

O júri da prova final foi presidido por Luís Gaspar, Chefe do Ano 2017, e integrou ainda Marlene Vieira, do restaurante Marlene, uma estrela Michelin, Alexandre Silva, do LOCO, uma estrela Michelin, Jorge Fernandes, dos Memmo Hotels, Andreia Moutinho, Chefe Pasteleira, Louis Anjos, do Verdelago Resort e Chefe do Ano 2012, Ricardo Costa, do The Yeatman, duas estrelas Michelin, Paulo Pinto, da ACPP, e Alexandre Cabrita, do Preceito e Chefe do Ano 2025, como jurado observador.

“O concurso foi muito equilibrado, com uma grande prova técnica e nível de preparação muito grande. Foi uma prova renhida. Com o seu menu, a Francisca valorizou o património do receituário tradicional com inovação e técnica”, declarou Luís Gaspar.

João Fernandes, do Hool Restaurante, ficou em segundo lugar e Carlos Magalhães, do Oculto, Hotel Lince Santa Clara, em terceiro. A final contou ainda com Mário Santos, do Rossio Gastrobar, João Pinto, do Exuberante Restaurante, e Daniel Reis, do O Turismo.

Francisca Dias arrecadou também o Prémio Helmut Ziebell, que distingue o carácter inovador das técnicas apresentadas, com a sua sobremesa. O Prémio Sustentabilidade Makro foi atribuído a João Fernandes.

A chef iniciou o percurso profissional no Feitoria, com João Rodrigues, onde permaneceu dois anos, seguindo-se o Rossio Gastrobar como subchefe e uma passagem pelo 100 Maneiras. Em 2021 assumiu a cozinha da Casa do Gadanha, em Estremoz, ao lado de Ruben Trindade. Dois anos depois abriu o Esteva, em Borba.

Paralelamente à final realizou-se o Fórum Gastronómico Pensar Cozinha e a 1.ª edição dos Prémios Gastronómicos de Sintra, que distinguiram os restaurantes Búzio e 1743, o Pão de Odrinhas, as Queijadas de Fontanelas, o produtor Paulo da Silva e os chefes Vítor Rocha e João Sá.

O 3.º Prémio Armando Fernandes, que distingue personalidades pelo contributo para a gastronomia portuguesa, foi entregue ao chef Nuno Mendes. O almoço que antecedeu a cerimónia foi preparado pelos antigos vencedores Diogo Novais Pereira, Hugo Alves e Ricardo Luz.

O Chefe do Ano 2026 teve como patrocinadores principais a ICEL, Fagor, Aviludo, Makro, Câmara Municipal de Sintra e AESINTRA. O concurso é organizado pela Revista Manja e pelas Edições do Gosto.

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