Emmanuel Macron continua debaixo de fogo. O governo francês enfrenta esta segunda-feira duas moções censura, além dos protestos que se fazem sentir da parte da população, em face da aprovação do aumento da idade da reforma de 62 para 64 anos, que não foi a votação no parlamento francês.
Uma das moções foi avançada pelo partido União Nacional, de Marine Le Pen, e a outra pelo partido Liot.
A tensão nas ruas continua a crescer e, no último fim de semana, tiveram lugar na capital, Paris, confrontos entre os manifestantes e a polícia. Mais a Ocidente, em Rennes, os manifestantes incendiaram uma lixeira e causaram o caos. Os protestos estenderam-se a todo o território francês, com diversas greves convocadas pelos sindicatos dos trabalhadores, que resultaram, por exemplo, no bloqueio de estradas.
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez uso do artigo 49.3 da constituição para fazer aprovar a medida sem esta ser proposta ao Parlamento francês, já que temia que não fosse aprovada.
Ainda assim, grande parte dos analistas espera que o governo sobreviva às votações, já que, para a queda do mesmo, seria necessário que 287 deputados votassem a favor de pelo menos uma das moções de censura.